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TRAGÉDIA EM JUIZ DE FORA

Dia 23 de fevereiro de 2026 ficará na história de Juiz de Fora pela tragédia causada por uma precipitação pluviométrica  muito elevada. Foram registrados acumulados superiores a 580 mm em algumas medições durante o período crítico de fevereiro de 2026, com volumes de chuva em 24 horas superando os 180 mm. O excesso de chuva provocou sérios deslizamentos e enchentes, resultando em dezenas de mortes.

Mesmo antes do dia 23, por vários a chuva castigou a cidade, pior, sempre à noite, às vezes estendendo por toda a madrugada. No dia fatídigo, a mesma coisa, chuva forte a noite toda e começaram os desabamentos por toda a cidade, Nos ddois dias seguintes ainda muita água, o rio Paraibuna saiu de sua calha original, passando por cima de pontes e inundando diversos pontos  ao longo da Av. Brasil. O Mergulhão virou uma imensa picina. 

Rapídamente o caos se instalou e as noticias chegavam a cada momento  de barrancos cedendo e mortes por toda a cidade. 

 Elegemos o Morro do Cristo, com uma enorme cicatriz, ser o símbolo dessa tragédia.

Mateus Parreiras / Quéren Hapuque Jornal Estado de Minas

 

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O Morro do Cristo, apesar da base rochosa, possui uma camada fina de solo que, encharcada pelas chuvas intensas, perdeu aderência e deslizou. Fraturas na granulito, rocha predominante, permitem a entrada de água, que aumenta seu tamanho e causa o desplacamento de blocos rochosos.

 As terras e pedras que desceram fsobre a cabecera das Ruas Halfeld, Marechal e outras, no centro de Juiz de Fora, destruido imóveis. 

Juiz de Fora ocupa a terceira posição entre as cidades brasileiras com maior área urbanizada em encostas íngremes em 2024, ficando atrás apenas de Rio de Janeiro e São Paulo.

Juiz de Fora e toda a Zona da Mata mineira estão inseridas em uma região marcada por relevo acentuado, caracterizado pelos chamados "mares de morros", expressão consagrada pelo geógrafo Aziz Ab'Sáber. Essa característica natural, somada ao processo de urbanização e ao papel regional da cidade, ajuda a explicar a ocorrência de tragédias associadas a deslizamentos e ocupação de encostas.

A avaliação é da pesquisadora Talita Micheleti, integrante da equipe urbana do MapBiomas, em entrevista ao Portal Aceesa. Segundo ela, o conjunto de fatores que envolve relevo, dinâmica de ocupação e a centralidade econômica da cidade cria um cenário de maior pressão sobre áreas sensíveis do território.

Juiz de Fora exerce forte influência regional ao concentrar comércio atacadista e varejista, serviços especializados de saúde, ensino superior, atividades financeiras e funções administrativas que extrapolam os limites do município. Essa centralidade atrai população e fluxos econômicos, intensificando a ocupação urbana muitas vezes em áreas de maior risco.

Dados do MapBiomas mostram que, nas últimas quatro décadas, a cidade mais que dobrou a urbanização em terrenos com inclinação superior a 30%. Em 1985 eram 547 hectares nessas condições; em 2024, esse número chegou a 1.256 hectares, um aumento de 709 hectares.

Com isso, Juiz de Fora passou a ocupar a terceira posição entre as cidades brasileiras com maior área urbanizada em encostas íngremes em 2024, ficando atrás apenas de Rio de Janeiro e São Paulo. Já em 1985, o município ocupava o quarto lugar nesse ranking.

Outro levantamento recente do MapBiomas, divulgado na versão beta do módulo de risco climático, identifica as chamadas "Áreas Urbanas Suscetíveis a Deslizamentos". O mapeamento cruza informações sobre litologia, tipo de solo, declividade, curvatura do terreno, uso do solo, áreas urbanizadas, edificações e dados de risco geológico do Serviço Geológico do Brasil.

Matéria completa: @acessa.com_

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