(Almanaque)História de Juiz de Fora
Arte : Luiz Antonio Stephan
Site de
Luiz Antônio Stephan
pesquisador- Historiador - Memorialista
defesa intransigente da preservação da MEMÓRIA, HISTÓRIA CULTURA
de Juizde Fora
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Nasci para servir e utilizo desse site para oferecer, a quem interessar, grande parte do meu conhecimento. ênfase sobre História de Juiz de Fora
Luiz Antônio Stephan
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DADOS E INFORMAÇÕES GERAIS DO MUNICÍPIO
PAÍS: BRASIL
Estado: Minas Gerais
Mesorregião: Zona da Mata
Microrregião: Juiz de Fora
Área: 1 436,850 km² (Área Urbana: 440,74 km², Área Rural: 681,96 km², Área de Urbanização: 311,17 km²
Altitude: 715 m.
Clima: tropical de altitude
Fuso horário UTC−3.
Bioma: Mata Atlântica
Localização: 21° 41' 20" S 43° 20' 40"
Municípios limítrofes: NO: Santos Dumont, Ewbank da Câmara; NE: Piau, Coronel Pacheco L: Chácara, Bicas, Pequeri; SE: Santana do Deserto; SUL: Matias Barbosa, Belmiro Braga; SO: Santa Bárbara do Monte Verde; O: Lima Duarte, Pedro Teixeira e NO- Bias Fortes.
Conhecida como: "Manchester Mineira", "JF” (jota-efe) e "Atenas de Minas”
Data de Fundação: 31 de maio de 1850
Gentílico: Juiz-forano.
Distância até a capital: 255 quilômetros
Distância da cidade do Rio de Janeiro: 180 km.
População:
1853: 6.466
1872 :18.775
1970: 238.510
1980: 307.534
1991: 385.996
2000: 456.796
2006: 509.125
2010: 517.872
2022: 540.756
Eleitores aptos para votar: 390.203 (2024) nas 4 zonas eleitorais (152ª, 153ª,315º e 349ª)
PIB (IBGE/2021) R$ 20 297 559,28 bilhões
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010] é de 0,7780 e no Brasil, 0.7271.
Ponto Mais Alto: O Pico da Grota é o ponto mais alto inteiramente dentro dos limites de Juiz de Fora, com 1.082,73 metros.
Mapeado pelo IBGE em 1951, o pico está localizado na Fazenda de Jorge Quirino de Souza, na latitude 21° 48' 16,8410" S e longitude 43° 26' 23,3044" W. O local conta com um marco indicando a localização exata e uma vista dos morros de Minas Gerais.
RIO PARAIBUNA
O município é cortado pelo Rio Paraibuna (palavra que significa "rio das águas turvas", em tupi-guarani- "para" é rio, "hi" é água e "una" é turva, suja.)
Sua nascente oficial fica no município de Antônio Carlos, Minas Gerais, e, em seu trajeto, recebe como principais afluentes, o rio do Peixe, o rio Cágado e o rio Preto
O rio Paraibuna deságua na margem esquerda do rio Paraíba (“rio das águas más", porque "para" é rio, "hi" é água e "bah"' é "má", em tupi-guarani.)
O encontro dos rios acontece na cidade de Três Rios, RJ, que também absorve o Rio Piabanha, que vem lá da região de Petrópolis, RJ. É por isso que a cidade se chama Três Rios.
A represa Dr. João Penido, principal reserva hídrica de Juiz de Fora é abastecida pelo ribeirão dos Burros ou dos Pintos que depois verte para o Paraibuna.
ZONA DA MATA MINEIRA
É uma mesorregião localizada no sudeste do estado de Minas Gerais, fazendo divisa com os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.
Principal polo urbano e econômico: Juiz de Fora.
Características geográficas: Relevo bastante acidentado e montanhoso, com altitudes que variam de 100 a quase 2.900 metros (abriga o Pico da Bandeira, com 2.891 m, no Parque Nacional do Caparaó).
Economia: Destaca-se pela indústria (Juiz de Fora), pela agropecuária (produção de leite e café), pelo polo moveleiro de Ubá e pelo enoturismo ("Vinhos da Mata").
Principais instituições de ensino: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade Federal de Viçosa (UFV).
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Marco do IBGE no ponto mais alto do município
Montanhas de Minas em Juiz de Fora



MICRORREGIÃO DE JUIZ DE FORA
Localizada na Zona da Mata Mineira, é um polo econômico e de serviços fundamental no sudeste de Minas Gerais. Composto por 33 municípios, o agrupamento é polarizado por Juiz de Fora, que concentra a maioria dos empregos, serviços de saúde e educação.
PÉ DA SERRA
Embora essa não seja uma denominação oficial, essa área engloba os municípios de Santos Dumont, Antônio Carlos, Ewbank da Câmara, Bias Fortes, Lima Duarte e Juiz de Fora, Aracitaba, Paiva, Oliveira Fortes,entre outros.,
CRÔNICA
Queijo do Reino
Nessa região é que se produzia em alta escala o Queijo do Reino foi o primeiro produto industrial do ramo de laticínios do país. Foi criado a partir da segunda metade do século XIX, quando o gado Holandês foi introduzido na raiz da serra da Mantiqueira, pelo empreendedor português, Carlos Pereira de Sá Fortes.
Surgiu, baseado no originário “Edam”, introduzido pelo mestre queijeiro Alberto Boeke, um holandês que vislumbrou a região da Mantiqueira como propícia para a produção desses queijos especiais. Boecke associou-se à Sá Fortes resultando em 1888, na primeira fábrica de laticínios do Brasil, a Companhia de Laticínios da Mantiqueira, com equipamentos importados da Holanda e introduzidos pelos ilustríssimos mestres queijeiros Gaspar Jong, João Kingma e J. Etienne, os quais têm raízes definitivas no Brasil. A origem da expressão "do Reino" é atribuída aos produtos oriundos de Portugal.
Com o tempo surgiram as fábricas que lideravam as marcas “Palmyra” e “Borboleta” ambas em Santos Dumont e a Jong em Lima Duarte, as principais.
Essas indústrias selecionavam e embalavam os queijos produzidos em dezenas de indústrias artesanais que funcionavam em fazendas, esparramadas nessa região do “Pé da Serra”.


Queijo do Reino
BRASÃO DE JUIZ DE FORA
Escudo português cortado em três faixas horizontais. A parte superior, dividida em três colunas, formando três campos; à esquerda, em um fundo vermelho, um gibão bandeirante de ouro; ao centro, em um fundo azul, o monumento ao Cristo Redentor, de ouro; à direita, em um fundo vermelho, o símbolo da Justiça, de ouro.
Na parte média, em campo verde, uma diligência, puxada por um cavalo, ambos de prata. Na parte inferior do campo em azul, um rio de prata ondulado de negro, e acima deste, uma faísca de prata.
Como suportes, dois ramos de café frutados, nas suas cores. Abaixo do escudo, listel em vermelho com a divisa "Pro Patria et Urbe" e as datas 1701-1850, de prata. Em cima do escudo, a coroa mural de prata, com cinco torres, que é a cidade.
BANDEIRA DE JUIZ DE FORA
A bandeira foi concebida com um propósito de simplicidade. Apenas as faixas com as cores constantes do escudo, menos o ouro e o negro. É descrita assim: "Cinco faixas de três alturas diferentes, composta com as cores que se destacam no brasão de armas do Município: azul, vermelho, verde e branco. A primeira, de quatro módulos, em azul; a segunda, de um módulo, em branco; a terceira, de três módulos, em vermelho, carregada, ao centro, de um triângulo equilátero de dois módulos, em branco; a quarta, de um módulo, de branco; a quinta, de quatro módulos, de verde.
A explicação, ou interpretação é a seguinte: "As cores, com as respectivas significações heráldicas, representam, inclusive, os diferentes povos que entraram na composição étnica do Município e contribuíram, cada um ao seu modo, para a formação e o desenvolvimento social de Juiz de Fora: portugueses, indígenas, negros, italianos, alemães, sírios e libaneses. Figura elas nas bandeiras das nações referidas, exceto das indígenas, que não as tinham e que são representadas na bandeira pelo vermelho. O triângulo é o da bandeira do Estado de Minas Gerais e evoca a Inconfidência Mineira.
SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA E DE LISBOA- PADROEIRO DE JUIZ DE FORA
Comemorado em 13 de junho - feriado municipal
Nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1191 ou 1195(?) e faleceu em Pádua em 13 de junho (dia dedicado à sua santidade) de 1231, de sobrenome incerto, mas batizado como Fernando, foi um Doutor da Igreja.
Foi frade agostiniano no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa, indo posteriormente para o Convento de Santa Cruz, em Coimbra, onde aprofundou os seus estudos religiosos através da leitura da Bíblia e da literatura patrística, científica e clássica. Tornou-se franciscano em 1220 e viajou muito, vivendo inicialmente em Portugal, depois na Itália e na França, retornando posteriormente à Itália, onde encerrou sua carreira. No ano de 1221 fez parte do Capítulo Geral da Ordem em Assis. De fato, Francisco, o fundador, o convocou, assim como a todos os outros frades da ordem. Posteriormente, quando sua eloquência e cultura teológica tornaram-se conhecidas, foi nomeado mestre em Teologia em Bolonha, tendo, a seguir, pregado contra os albigenses e valdenses em diversas cidades do norte da Itália e no Sul da França. Em seguida foi para Pádua, onde morreu aos 36 (ou 40) anos.
A sua fama de santidade levou-o a ser canonizado pela igreja católica pouco depois de falecer, distinguindo-se como teólogo, místico, asceta e sobretudo como notável orador e grande taumaturgo.
HINO DA CIDADE DE JUIZ DE FORA
Letra por Duque Bicalho - Melodia por Lindolfo Gomes
Viva a Princesa de Minas
Viva a bela Juiz de Fora
Do progresso estrada a fora
Das cidades brasileiras
Sendo a mais industrial
Na cultura e no trabalho
Não receia outra rival
Os seus filhos operosos
Asseguram-lhe o porvir
Para vê-la grandiosa
Nunca têm mãos a medir...
Demos palmas, demos flores
Aos encantos da Princesa
Ela é rica e de primores
Da poesia e da beleza
É a cidade aclamada
Do trabalho e da instrução
É do Cristo abençoada. Sob o sol da religião



FORMAÇÃO HISTÓRICO-GEOGRÁFICA DO MUNICÍPIO
Distrito criado com a denominação de Santo Antônio do Paraibuna, pela Lei Provincial n.º 472, 31-05-1850, e pela Lei n.º 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Barbacena.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santo Antônio do Paraibuna, pela Lei Provincial n.º 472, de 31-05-1850, desmembrado de Barbacena. Sede na povoação de Santo Antônio de Juiz de Fora. Constituído do distrito sede. Instalado em 07-04-1853. Sob a mesma lei é criado o distrito de São José do Rio Preto, e anexado ao município de Juiz de Fora.
Pela Lei Provincial n.º 759, de 02-05-1856, o município de Santo Antônio de Paraibuna passou a denominar-se simplesmente Paraibuna.
Pela Lei Provincial n.º 865, de 14-05-1858, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de São Francisco de Paula e anexado ao município de Paraibuna.
Pela Lei Provincial n.º 1.262, de 19-12-1865, o município de Paraibuna passou a denominar-se Juiz de Fora.
Pelo Alvará de 1752, e Lei Provincial n.º 576, de 05-05-1852, confirmado pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de São Pedro de Alcântara e anexado ao município de Juiz de Fora.
Pela Lei Provincial n.º 2.627, de 07-01-1880, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Sarandi e anexado ao município de Juiz de Fora.
Pela Lei Provincial n.º 2.921, de 26-09-1882, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, são criados os distritos de Rosário e Vargem Grande e anexado ao município de Juiz de Fora.
Pela Lei Provincial n.º 3.276, de 30-10-1884, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Chácara e anexado ao município de Juiz de Fora.
Pela Lei Provincial n.º 3.302, de 27-08-1885, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Matias Barbosa e anexado ao município de Juiz de Fora.
Pela Lei Provincial n.º 3.720, de 13-08-1889, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Santana do Deserto e anexado ao município de Juiz de Fora.
Por Alvará de 1810, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Chapéu d’Uvas e anexado ao município de Juiz de Fora.
Pelo Decreto Estadual n.º 442, de 24-03-1891, o distrito de Chapéu d’Uvas passou a denominar-se Paula Lima.
Pelo Decreto Estadual n.º 158, de 31-07-1890, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Água Limpa e anexado ao município de Juiz de Fora.
Pelo Decreto Estadual n.º 64, de 12-05-1890, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Porto das Flores e anexado ao município de Juiz de Fora.
Pela Lei Estadual n.º 556, de 30-08-1911, foram criados os distritos de Benfica e Mariano Procópio e anexados ao município de Juiz de Fora.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 15 distritos: Juiz de Fora, Água Limpa, Benfica, Chácara, Mariano Procópio, Matias Barbosa, Paula Lima, Porto das Flores, Rosário, Santana do Deserto, São Francisco de Paula, São José do Rio Preto, São Pedro de Alcântara, Sarandi e Vargem Grande.
Nos quadros de apuração do recenseamento geral de I-IX-1920, o município é constituído de 14 distritos: Juiz de Fora, Água Limpa, Chácara, Mariano Procópio, Matias Barbosa, Paula Lima, Porto das Flores, Rosário, Santana do Deserto, São Francisco de Paula, São José do Rio Preto, São Pedro de Alcântara, Sarandi e Vargem Grande. Não figurando o distrito de Benfica.
Pela Lei Estadual n.º 843, de 07-09-1923, desmembra do município de Juiz de Fora os distritos de Matias Barbosa, São Pedro de Alcântara e Santana do Deserto, para formar o novo município de Matias Barbosa. Pela referida lei o distrito de São José do Rio Preto tomou a denominação de Torreão.
Pela Lei Estadual n.º 955, de 04-09-1927, o distrito de Torreões passou a se chamar São José das Três Ilhas.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 11 distritos: Juiz de Fora, Água Limpa, Chácara, Mariano Procópio, Paula Lima, Porto das Flores, Rosário, São Francisco de Paula, São José das Três Ilhas (ex São José do Rio Preto), Sarandi e Vargem Grande.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 148, de 17-12-1938, desmembra-se do município de Juiz de Fora o distrito de Rosário, para formar o novo o município de Bias Fortes. Sob o mesmo decreto, o distrito de Água Limpa é transferido do município de Juiz de Fora para o de Rio Novo. Extingue o distrito de Mariano Procópio, anexando suas terras ao distrito sede do município de Juiz de Fora. Este mesmo decreto altera o topónimo São José das Trilhas para Três Ilhas.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 8 distritos: Juiz de Fora, Chácara, Paula Lima, Porto das Flores, São Francisco de Paula, Sarandi, Três Ilhas (ex São José das Três Ilhas) e Vargem Grande.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.058, de 31-12-1943, o distrito de Água Limpa deixa de pertencer a Rio Novo para ser anexado novamente ao município de Juiz de Fora. Sob o mesmo decreto os distritos tiveram as seguintes modificações: Vargem Grande passou a denominar-se Ibitiguaia, Sarandi a chamar-se Sarandira, São Francisco de Paula tomou o nome de Torreões.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 9 distritos: Juiz de Fora, Chácara, Água Limpa, Augusto Franco, Ibitiguaia (ex Vargem Grande), Paula Lima, Porto das Flores, Sarandira (ex Sarandi) Torreões (ex São Francisco de Paula) e Três Ilhas.
Pela Lei Estadual n.º 336, de 27-12-1948, o distrito de Água Limpa passou a denominar-se Coronel Pacheco. Sob a mesma lei Juiz de Fora adquiriu do município de Bias Fortes o distrito de Rosário de Minas (ex Augusto Franco).
Em divisão territorial datada de 1º de agosto de 1955, o município é constituído de 10 distritos: Juiz de Fora, Chácara, Coronel Pacheco (ex Água Limpa), Ibitiguaia, Paula Lima, Porto das Flores, Rosário de Minas, Sarandira Torreões e Três Ilhas.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de primeiro de julho de 1960.
Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30-12-1962, desmembra do município de Juiz de Fora os distritos de Ibitiguaia, Porto das Flores e Três Ilhas, para formar o novo município com a denominação de Belmiro Braga. A referida lei desmembra do município de Juiz de Fora os distritos de Chácara e Coronel Pacheco, elevando-os à categoria de município. Sob a mesma lei é criado o distrito de Benfica de Minas e anexado ao município de Juiz de Fora.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 6 distritos: Juiz de Fora, Benfica de Minas, Paula Lima, Rosário de Minas, Sarandira e Torreões.
Pela Lei Estadual n.º 4.935, de 10-09-1968, o distrito de Benfica de Minas é extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede de Juiz de Fora.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1971, o município é constituído de 5 distritos: Juiz de Fora, Paula Lima, Rosário de Minas, Sarandira e Torreões.
Pela Lei Estadual n.º 6.769, de 13-05-1976, o distrito de Paula Lima é extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede de Juiz de Fora.
Em divisão territorial datada de I-I-1979, o município é constituído de 4 distritos: Juiz de Fora, Rosário de Minas, Sarandira e Torreões.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007 .
Por essa exposição justificamos que, muitas vezes, citamos pessoas como nascidas e fatos ocorridos como se fossem em Juiz de Fora, mas, atualmente os territórios estão em outras cidades.
https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/juiz-de-fora/historico#:~:text=em%20divis%C3%A3o%20territorial%20datada%20de%202007.
Juiz de Fora (MG). Prefeitura. 2013. Disponível em: http://www.pjf.mg.gov.br. Acesso em: maio 2013.
JUIZ DE FORA PERDEU METADE DO SEU TERRITÓRIO - por VANDERLEI TOMAZ

FORMAÇÃO ÉTNICA (PRINCIPAIS)
AFRODESCENDENTES:
Foi a cafeicultura a responsável pelo desenvolvimento de Juiz de Fora em seus primórdios até o final do século XIX. As fazendas utilizavam mão de obra escrava em volume elevado. Em 1872 havia 18.775 escravos afrodescendentes para 11.604 livres, o que tornava- o uma das cidades mais escravagista do país. Afrodescendentes permaneceram na cidade após suas libertações e influenciaram fortemente em sua formação étnica. Muitos de seus costumes foram adotados em todos os aspectos culturais como a gastronomia e a religião;
ÁRABES
Aqui chegaram ao finalzinho do século XIX e não contaram com incentivos ou subvenções do governo. Sessenta e nove famílias vieram da Síria e cerca de 300 do Líbano e foram se estabelecendo pelas ruas Marechal Deodoro, Batista de Oliveira, Halfeld e Avenida Getúlio Vargas.
Primeiramente viviam como mascates, mas com o tempo, e percebendo que não retornaram para sua cidade de origem, juntavam um dinheiro e investiam em lojas e posteriormente, já capitalizados, em outros ramos. Também participaram de indústrias de tecidos e malhas dentre elas a fábrica Santa Rosa, a Malharia Master, a Viúva Salomão e Filhos
PORTUGUESES
Os portugueses que chegaram a partir de 1930, fugindo da ditadura de Salazar não possuindo capital para grandes negócios, naturalmente se tornaram pequenos comerciantes e adentraram nos bares, restaurantes, mercearias e outras atividades que não dependiam de grande dispêndio financeiro, mas, de muito trabalho e dedicação. Depois de ganhar dinheiro nesse ramo, muitos investiram em casas de ferragens, materiais de construção e hotéis e contribuíram enormemente para o desenvolvimento da cidade.
ALEMÃES
A partir de 1856 os alemães chegaram a Juiz de Fora (Santo Antônio do Paraibuna) para trabalhar na construção da estrada União Indústria e para um projeto de colonização (1958), ambos, por intermédio de Mariano Procópio Ferreira Lage. Eram tantos que aumentaram a população da cidade em 20% na época.
Dentre eles haviam sapateiros, alfaiates, barbeiros, carpinteiros, pedreiros, parteiras, padeiros, carroceiros, relojoeiros, marceneiros, ferreiros, funileiros, pintores, ferreiros, carpinteiros de carros, serralheiros, entre outros.
Ao seguirem suas tradições, muitos se dedicaram à indústria, como mecânica, construção de carroças, curtumes e cervejarias, por exemplo. Alguns partiram para o ramo de comércio, principalmente de alimentos: Caramelos e Balas, açougues (linguiças), Fábrica de Doce, churrascaria e outros como materiais de construção e de pintura.
ITALIANOS
Os Italianos aqui aportaram a partir de 1880 para substituir a mão de obra escrava na lavoura de café.
Muitos se capitalizaram e estabeleceram no comércio, em princípio também no ramo alimentício como padarias ou armazéns.
A comida italiana, principalmente as massas e pizzas, deslumbrou a todos os Juiz-foranos e sua presença na culinária se tornou muito forte. Ao longo do século XX surgiram inúmeras pizzarias e casas de massas.
Artistas por natureza, os italianos presentearam nossa cidade com obras arquitetônicas (Pantaleone Arcuri, por exemplo) e pinturas de grande valor (Ângelo Biggi).
No ramo de distribuição de impressos e bancas de jornal os italianos sempre tiveram uma presença unânime.
OUTROS
Nota-se a presença, em menor número, de chineses, coreanos, espanhóis, argentinos e venezuelanos.






