(Almanaque)História de Juiz de Fora
Arte : Luiz Antonio Stephan
Site de
Luiz Antônio Stephan
pesquisador- Historiador - Memorialista
defesa intransigente da preservação da MEMÓRIA, HISTÓRIA CULTURA
de Juizde Fora
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Nasci para servir e utilizo desse site para oferecer, a quem interessar, grande parte do meu conhecimento. ênfase sobre História de Juiz de Fora
Luiz Antônio Stephan
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HISTÓRIA EM ORDEM CRONOLÓGICA
CAPÍTULO 2
SÉCULO XIX

Enquanto isso, no Brasil
1808: D. João chega ao Brasil. Pressionado pela Inglaterra, assina o decreto da abertura dos portos, rompendo com o monopólio do comércio colonial.

1811
FAZENDA FORTALEZA DE SANTANA
Foi construída em 1811 tem aproximadamente 4865 hectares, ocupando atualmente quatro municípios mineiros (Goianá, Coronel Pacheco, Chácara e São João Nepomuceno) mas quando foi criada era região de Santo Antônio do Paraibuna (depois Juiz de Fora).
Seu nome é em homenagem à primeira baronesa de Santana. Maria José de Santana recebeu essa titulação de Dom Pedro II em 1861. Ela era mãe de Mariano Procópio Ferreira Lage.
A base econômica da fazenda era o café, e chegou a ter 300 escravos. A estrutura envolvida na produção, estocagem e seleção dos grãos ainda está conservada, mas caiu em desuso quando a criação de gado se tornou a principal atividade econômica.
Fazenda Fortaleza de Santana
De grande importância histórica, a riqueza da propriedade se deve ao bom estado de conservação das construções. A sede, no entanto, foi destruída em um incêndio em 2004. Além disso, o terreno é de grande relevância arqueológica, abrigando um dos mais conhecidos sítios arqueológicos de Minas Gerais.
Três famílias já tiveram a posse do terreno, sendo a última, a família Tostes.
ASSENTAMENTO (RELACIONADO)
Aproximadamente 100 famílias do MST promoveram uma ocupação pacífica da Fazenda Fortaleza de Santana, (agora no município de Goianá) em 25 de março de 2010. No local, já residiam aproximadamente trinta famílias de colonos, que trabalhavam para o antigo dono que, de alguma forma, “tornaram a fazenda improdutiva”, alguns desses moradores eram descendentes dos escravos que serviram à fazenda.
A condição legal de moradia em que os sem-terra se encontravam era instável e, após um ano acampando no terreno da fazenda, as famílias foram despejadas, mas, algumas famílias acamparam na beira da MG- 353.
Decreto presidencial de 23 de dezembro de 2011 desapropriou a fazenda para fins de interesse social. A indenização paga aos proprietários foi de R$11,5 milhões. Depois, a emissão de posse aos assentados ocorreu no dia 16 de maio de 2013 ocupando a propriedade com 90 famílias criando o Assentamento Dênis Gonçalves.[1]


Fazenda Fortaleza de Santana Assentamento
Enquanto isso, no Brasil:
3 de maio de 1817: A Maria Leopoldina de Áustria casa-se com o futuro imperador Pedro em Viena.
1820
O LUGAREJO ONDE SERÁ JUIZ DE FORA COMEÇA A EXISTIR
Em 1820, já se tinha notícia de um arraial com um pequeno comércio, que atendia as pessoas que por aqui passavam, conhecido como Santo Antônio do Paraibuna, pertencente ao município de Barbacena.
Enquanto isso, no Brasil:
28 de agosto de 1820: D. Pedro I, pela lei, regulamenta a liberdade de imprensa no país.
1822: No dia 7 de setembro, D. Pedro proclama a independência do Brasil. Inicia-se o período monárquico, que durou 67 anos.
1839
EM 1839 ERAM NUMEROSOS OS HABITANTES DA LOCALIDADE, PROGREDINDO A POPULAÇÃO E PASSANDO A CHAMAR-SE VILLA DE SANTO ANTÔNIO DO PARAHYBUNA.[1] IMAGEM[2]
[1] Álbum do Município de Juiz de Fora, Albino Esteves, 1915
[2] Foto Acervo Mauricio Lima Coreia

Mapa Município de Juiz de Fora em seus primórdios
CRÔNICA
JUIZ DE FORA EM SEUS PRIMÓRDIOS[1]
Juiz de Fora é uma única rua, ora poeirenta, ora enlameada, ou melhor uma estrada ao longo da qual alinham-se pares de palmeiras. Seu único mérito é a largura. Quando se introduzirem os bondes no Brasil, esta vantagem será devidamente apreciada. A calçada é um obstáculo e o estrangeiro, pulando pelo calçamento, parece estar treinando o ‘passo do pântano’. As moradas são baixas e pobres, pela maior parte de ‘porta e janela’, como se diz por aqui. Entre elas, porém, há grandes e espaçosas casas de cidade. Com abacaxis dourados no telhado e bolas de vidro nas sacadas, a francesa, repuxos fantásticos, ângulos encachiados, pássaros de barro e de cal dispostos pelos muros e todas as extravagâncias arquitetônicas do Rio de Janeiro. Aqui se reúnem os ricos e suas famílias, homens, mulheres, crianças, negros, negras e negrinhos. Há homens que jogam como polacos e russos. Os lucros de uma safra de café ou de algodão não raro se perdem no monte ou no Voltarete, como em Paris, no Baccarat. Os edifícios públicos são miseráveis. Um arrombador de Londres não ficaria na cadeia nem um quarto de hora. A coletoria, em que se pagam os impostos provinciais, parece pequena. A matriz de Santo Antônio, no fundo uma minúscula praça, está em estado tolerável, mas a capela no morro não tem torre e ameaça ruína.[2]
[1] Richard Burton
[2] (BURTON, 1983, p. 120). “Imperatriz” versus “Tiradentes”: “Fazer Urbano”, Abolicionismo e Republicanismo na Municipalidade de Juiz de Fora (1881/1889) Fábio Augusto Machado Soares de Oliveira.
1840
Enquanto isso, no Brasil:
Incentivo à imigração: o governo brasileiro, por intermédio da Lei Provincial nº 56, de maio de 1840, incentivava a imigração e prometia terras para os estrangeiros A existência deste apoio levou Companhia União e Indústria a trazer, além da mão de obra especializada, colonos alemães que p passariam a viver no Brasil após a construção da estrada e da instalação da colônia.
Termina o Período Regencial, com a decretação da maioridade de D. Pedro II. Início do Segundo Reinado.
CASAMENTO DE HALFELD
8 de janeiro de 1840: Halfeld casa com Cândida Maria Carlota , filha de Antôio Dias Tostes.
1842
CONFRONTO DE LEGALISTAS
Em 1842 os acontecimentos puseram em sobressalto essa Villa de Santo Antônio do Parahybuna quando o confronto de Legalistas e revolucionários mancharam de sangue suas terras. A história registra combates próximos a estação de Sousa Aguiar num local chamado Grama do Azevedo, Fazenda dos coqueiros; no sítio Rocinha da Negra; no Sítio Cafezaes; em Chapéu D’uvas, onde se fabricava pólvora e até canhão a pedido do Coronel Pereira de Andrade.
Enquanto isso, no Brasil:
Revolta dos liberais em São Paulo e Minas Gerais.
1850
EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
31 de maio de 1850 é a data oficial de fundação da cidade, foi nessa data sua elevação à categoria de Vila com o nome de Santo Antônio do Paraibuna.
Em 02 de maio de 1856, a Vila tornou-se o município do Paraibuna
1815 - Curato de Santo Antônio do Juiz de Fora.
1828 - Distrito de Santo Antonio do Juiz de Fora, do Termo de Barbacena
31.05.1850 - Lei nº 472, Elevação do distrito a Vila, com erro de publicação, com a denominação de Santo Antônio do Paraibuna, quando deveria ter sido Santo Antonio do Juiz de Fora, da Comarca do Paraibuna (Criada pela Resolução de 30 de junho de 1833, compreendia os Termos das Vilas de Barbacena, Baependi e Pomba. A comarca deixou o nome de Paraibuna e recebeu o nome de Juiz de Fora, pela Lei nº 11, de 1891). A freguesia continuou oficialmente a ser denominada Santo Antonio do Juiz de Fora, inclusive na documentação oficial, causando muitas confusões.
1858 - Cidade do Paraibuna (Lei nº 759, de 2 de maio de 1856)
1865 - Cidade do JUIZ DE FORA, Lei nº 1.262, de 19 de dezembro de 1865, em referência ao nome original de Santo Antonio do Juiz De Fora, por projeto de Lei do deputado Marcellino de Assis Tostes (Barão de São Marcellino), sob a alegação de que a cidade nunca aceitou aquela denominação, problemas postais e também para restabelecer a verdade, justificada história, trajetória e participação de seu avô paterno, o capitão Antonio Dias Tostes (1777-1850).
NA ÉPOCA DA EMANCIPAÇÃO A CIDADE POSSUÍA MAIS DE 170 ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS E DE SERVIÇOS. 107 CASAS DE NEGÓCIOS, 13 MASCATES E FAZENDAS, OITO HOTÉIS, CINCO FARMÁCIAS, QUATRO MASCATES DE JOIAS, TRÊS RELOJOEIROS, DOIS CARNICEIROS, DOIS ALFAIATES, DOIS BARBEIROS, DUAS PADARIAS, DOIS CAMBISTAS, UMA CASA DE LAVAR CHAPÉUS, UM LIVREIRO, UM OURIVES, UM BILHAR E UMA CASA BANCÁRIA.
Enquanto isso, no Brasil:
1850: É extinto o tráfico de novos escravos.
ERA DO CAFÉ
Logo nos primeiros anos do século XIX a cafeicultura chega à Minas Gerais pela margem norte do Rio Paraibuna e em várias fazendas que tinham basicamente uma economia de subsistência foram, aos poucos, incrementadas pela cafeicultura.
De 1850 a 1870, Juiz de Fora vivenciou o auge da expansão dos cafezais e se tornou o principal produtor de café da Zona da Mata mineira, fase que terminou somente nas primeiras décadas do século XX.
Igreja do Rosário- Construída por escravos
A produção das fazendas era levada à cidade e depois para o Rio de Janeiro onde eram comercializadas.
Em consequência disso, o comércio e os serviços se desenvolveram e os fazendeiros construíram suas casas no lugarejo.
AFRODESCENDENTES - IGREJA DO ROSÁRIO
A mão de obra utilizada na cafeicultura era de escravos africanos e à medida que as fazendas de café eram instaladas aumentava a população negra que se tornou a maioria, em 1855. Na Vila de Santo Antônio do Paraibuna havia, então, quatro mil escravos para 2.400 homens livres. A Província de Minas Gerais e nela, a vila de Santo Antônio do Paraibuna, se destacavam como os escravocratas do Brasil, naquela época.
A cultura Africana passou a ter forte presença na cidade. Padre Tiago, negro, foi o primeiro sacerdote da cidade e fundou a irmandade de Nossa Senhora do Rosário juntamente com fieis afro descendentes.
PALACETE SANTA MAFALDA -ESCOLA ESTADUAL DELFIM MOREIRA
Esse prédio está situado na esquina da Av. Barão do Rio Branco com Brás Bernardino foi construído no final da década de 1850 pelo Comendador Manoel do Vale Amado, rico fazendeiro que desejava homenagear Dom Pedro II quando de sua primeira visita à Juiz de Fora. Imagem [1]
Ao chegar à cidade em 1861 para a inauguração da Companhia União Indústria, o imperador utilizou o casarão, todo ornamentado com mobiliário importado de Paris, para a assinatura de importantes documentos, e também para a cerimônia do Beija-Mão, em que recebia os convidados e pessoas que tinham audiências marcadas. Recusou, porém, a oferta do Comendador para que ficasse com o imóvel de presente, dizendo que só aceitaria se ele fosse doado ao estado para abrigar uma escola ou obra de caridade.
Magoado, Manoel do Vale Amado decidiu que a casa jamais seria habitada, desejo que foi respeitado por seu filho, o Barão de Santa Mafalda. O local só foi reaberto em 1904, ocasião em que foi doado à Santa Casa de Misericórdia e teve todo seu acervo leiloado.
O Palacete Santa Mafalda foi adquirido pelo estado e foi transformado em 1907 no primeiro grupo escolar de Minas Gerais, função que ocupa até os dias de hoje, abrigando a Escola Estadual Delfim Moreira.
A PINTURA ARTÍSTICA EM JUIZ DE FORA
A história da pintura em Juiz de Fora está diretamente ligada ao artista José Maria y Villaronga. Considerado por alguns historiadores como o primeiro pintor que surgiu na cidade, no final do século passado, ele teria sido o responsável pela fachada e pela decoração da capela Senhor dos Passos. Além disso, o artista teria realizado a cenografia dos bastidores do Teatro Misericórdia e a pintura do Palacete Vale Amado, posteriormente sede do chamado Grupos Centrais, na Avenida Rio Branco esquina com Braz Bernardino. Natural de Barcelona, na Espanha, deixou seu país por questões políticas, refugiando-se na Holanda, de onde saiu em direção ao Brasil. Apesar de ter se casado em Valença, estado do Rio de Janeiro, e de ter tido dois filhos, deixou a família nessa cidade e iniciou uma verdadeira peregrinação pelo Vale do Paraíba. Infelizmente, das três obras que produziu em Juiz de Fora, nada restou para ser apreciado. A estadia dele na cidade é calculada em 1860, já que o palacete Vale Amado já estava devidamente pronto para ser ofertado a Dom Pedro II, quando este visitou o município em 1861. As constantes reformas no prédio e também na Capela dos Passos acabaram com a obra de Villaronga.[2]
[2]fundamentosarqeurb.files.wordpress.com- Giovanini e Matos (2004) http://www.ufjf.br/lahes/files/2010/03/c2-a36.pdf
Acessa. com
1853
RECURSOS PARA A ESTRADA UNIÃO INDÚSTRIA
Mariano Procópio Ferreira Lage tinha em mãos os recursos financeiros e a autorização imperial para construir a estrada União Indústria (Juiz de Fora- Petrópolis)
A CÂMARA MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA- FASES
Nos seus mais de 170 anos passou por fases:
1) Período da Monarquia – 1853 a 1889
2) Período da República Nova – 1889 a 1931
3) Período da ditadura Vargas - 1931 a 1937
4) Período Liberal- Social – 1937 a 1964.
5) Período da revolução Militar - 1964 a 1984
6) Período Liberal Social - 1984 até os dias de hoje.


Igreja do Rosário
Palacete Santa Mafalda


ENQUANTO ISSO NO Brasil
PERÍODO DA MONARQUIA – 1853 A 1889
Nesse período a “representação do povo” era muito restrita, só votavam homens, maiores de 25 anos e com padrão de renda de classe média acima, conforme a Constituição do Império do Brasil de 1824. Durante muito tempo só as pessoas mais ricas; detentores de títulos monárquicos (barões, viscondes); da Guarda Nacional.
A economia era primária, com predominância do café e a mão de obra era escrava. Com o desenvolvimento do comércio e de serviços no lugarejo, os fazendeiros construíam aqui as suas casas.
“Homens Bons” era um termo muito utilizado nessa época e tinha a ver com as pessoas, que se ligavam, de alguma maneira, para decidir os destinos do município e principalmente, manter o patrimônio, o próprio bem estar e de sua família. Filhos de “homens bons” se casavam com filhas
de pessoas da mesma classe social, para manter o dinheiro e o poder em suas mãos.
"... somente os "homens bons" podiam dela (Câmara) participar; um forasteiro, um indivíduo que não se encontrasse integrado como parente ou agregado num sistema familiar (...); vivia à parte, desajustado e sem direito a coisa alguma"
1º CONSELHO MUNICIPAL ("CÂMARA DE VEREADORES’)
Em sete de abril de 1853 foi instalado O PRIMEIRO CONSELHO MUNICIPAL o que seriam no futuro as “câmaras de vereadores.
Esse foi o verdadeiro ato de emancipação do município.
Seus primeiros trabalhos aconteceram em um prédio comprado em 1852, por Henrique Guilherme Fernando Halfeld e sua segunda esposa, Cândida Maria Carlota Tostes, por três contos e quinhentos mil réis, na esquina da Rua Direita (Av. Rio Branco) e Rua da Califórnia (Rua Halfeld), no local, onde mais tarde, foi construído o prédio antigo da prefeitura (Repartições Municipaes).
No mesmo local funcionava a cadeia pública.
NÃO é TOTALMENTE CORRETO CHAMAR DE “LEGISLATURA” TODAS AS VEREANÇAS, POIS, A “CÂMARA” POR 94 ANOS DE EXISTÊNCIA SÓ ADMINISTRAVA A CIDADE, NÃO LEGISLAVA. SOMENTE EM 1947 A PRIMEIRA LEI FOI APROVADA PELA CÂMARA MUNICIPAL E SANCIONADA PELO EXECUTIVO.
ERA A ASSEMBLEIA PROVINCIAL, NA CAPITAL, QUE LEGISLAVA, MAS ESSE TERMO É ADOTADO, DIDATICAMENTE, LEVANDO EM CONTA A SITUAÇÃO ATUAL, COM CLARA DISTINÇÃO DOS PODERES LEGISLATIVO E EXECUTIVO NO ÂMBITO MUNICIPAL.
1° governo - 07/04/1853 a 06/04/1856
1º Conselho municipal de 07/04/1853 a 06/04/1856:
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Agente do Executivo e Presidente do Conselho, José Ribeiro de Rezende, Barão de Juiz de Fora
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Francisco de Paula Lima Capitão, comendador:
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Joaquim de Paula Sousa, Comendador
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José Anastácio da Costa Lima, Comendador
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Domencianno Alves Garcia, Tenente:
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José Antônio da Silva Pinto, Barão de Bertioga
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Joaquim Furtado de Mendonça
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Pedro Maria Halfeld
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João Marciano de Cerqueira Leite
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Francisco Ribeiro de Assis
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Josué Antônio de Queiroz
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Joaquim Pedro Teixeira de Carvalho
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Ludovino Martins Barbosa.
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Francisco Dionísio Fortes Bustamante, Capitão, Guarda-Mor
Enquanto isso no Brasil:
Em 1888 É promulgada a Lei Áurea, declarando extinta a escravidão no Brasil.
Em 1889 Fim do império, proclamação da república.
FAZENDA DA FLORESTA
A Fazenda da Floresta deu origem aos bairros Retiro, Jardim Esperança e Floresta.
Foi construída por Francisco Ribeiro de Assis a partir de 1853 com lavouras de café, milho, feijão, criação de gado, porcos e carneiros, sendo um modelo de administração até a abolição da escravidão em 1888. O fim da mão de obra escrava e a crise do café da década de 1920, levaram Dona Carolina de Assis, viúva de Francisco Ribeiro de Assis (1807-1871) ao arrendamento da propriedade e sua mudança para Juiz de Fora.
Em 1922, os descendentes do casal retomaram os negócios da família e fundaram, dentro da fazenda, a Cia. De tecidos São João Evangelista, inaugurada em 1924, inicialmente como fábrica de cobertores. Na década de 1930 foram trazidas modernas máquinas de tecelagem e nascia a S/A Fábrica de Tecidos São João Evangelista.
Fábrica de Tecidos São João Evangelista
Também na década de 1930 foi projetada uma Vila Operária e um modelo assistencial foi adotado para os empregados da fábrica.
Na década de 1950 a fábrica contava com uma sala de cinema que funcionava nos finais de semana, sempre em horários noturnos, uma vez que se adaptava à rotina do operariado, promovendo uma prática de lazer e entretenimento.
A empresa resistiu às diversas crises econômicas acometidas às demais indústrias da cidade e hoje, denominada São João Evangelista Têxtil. Produz uma grande linha de estamparias e diversificada linha de produtos de higiene pessoal, hospitalar e odontológica com a marca “Farol” (hastes cotonetes, bolas e rolos de algodão) conhecida nacionalmente pela qualidade excepcional. Tambem se dedica à produção de artigos de cama, mesa, banho e vestuário. O agronegócio, tambem resistiu até os dias atuais com a marca “Fazenda da Floresta Agropecuária”.
1854
SANTA CASA
A Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora foi fundada, em 6 de agosto de 1854 pelo Barão da Bertioga, José Antônio da Silva Pinto, e por sua esposa, a Baronesa Maria José Miquelina da Silva (veja Irmandade De Nosso Senhor dos Passos) sendo a terceira instituição mais antiga da cidade, só ficando atrás da fundação da Vila de Santo Antônio do Paraibuna, em 1850, e da instalação da Câmara Municipal, em 1853.
As obras do segundo prédio da Santa Casa foram concluídas em 2 de junho de 1898 sob a coordenação de Braz Bernardino, que havia assumido a Provedoria em 1897. No dia 11 de janeiro de 1898, chegaram à cidade as Irmãs de Santa Catarina contratadas por Braz Bernardino para a administração interna da Santa Casa.
Com os esforços de Braz Bernardino, do Dr. Hermenegildo Villaça e do Dr. Edgard Quinet, entre outros, o hospital desenvolveu-se, ampliou as suas acomodações, modernizou seus serviços, muniu-se de materiais e aparelhamento perfeitos, estendeu seu raio de atuação e colocou-se em situação de poder alargar seu programa de benefícios. Em 1903, foi construído o jardim na frente do hospital, com planta Fornecida pelo engenheiro João Lustosa. Em 1911, a Santa Casa contava com vários pavilhões e, neste ano, foi construída uma nova sala de operações. Imagem
Em 1913, foi construída mais uma enfermaria (atrás da Capela), pois o número de enfermos duplicara. Com o passar dos anos e a ampliação dos serviços, a construção de um novo edifício tornou-se inevitável. Imagem[1]
Em julho de 1942, na gestão do Provedor Alberto Andrés, foram assinados os desenhos originais do atual prédio da Santa Casa, mas o lançamento da pedra fundamental só ocorreria em 28 de janeiro de 1948. A data foi escolhida por ser o dia de nascimento de João Nogueira Penido Filho, que doou grande parte de sua fortuna para a construção.
No início do século XIX, a Santa Casa realizou 188 cirurgias, atualmente, o hospital realiza cerca de 18 mil cirurgias por ano. Não é à toa que, ao aliar tradição, filantropia, modernização permanente e qualidade no atendimento ao longo de sua trajetória, a Santa Casa tornou-se o maior hospital da Zona da Mata mineira.
IRMANDADE DE NOSSO SENHOR DOS PASSOS DA SANTA CASA
A Irmandade de Nosso Senhor dos Passos da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, foi fundada nesta cidade, onde tem sua sede e foro, por José Antônio da Silva Pinto e por sua esposa e D. Maria José Miquelina da Silva, Barões da Bertioga, instalada em 06 de agosto de 1854, regida pelo compromisso aprovado por provisão de D. Antônio Ferreira Viçoso, Bispo de Mariana, em data de 15 de março de 1855, e confirmado pela Resolução Provincial de 03 de abril do mesmo ano, reorganizada pela Mesa Administrativa em maio de 1897, e também conhecida como Irmandade dos Passos e da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora.
A Irmandade é uma Associação Religiosa, regida pelas leis canônicas da Igreja Católica Apostólica Romana e submete-se às normas da fé e da moral emanadas do Magistério Eclesiástico e subordina-se à Autoridade Arquidiocesana, o Arcebispo Metropolitano, seu Diretor “ex officio”.
Sua Provedoria deve incrementar uma perfeita integração de seus associados; promover a doutrina cristã ou outras formas de apostolado. A Irmandade é uma Associação Civil, sem fins lucrativos que existe para manter a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora.
A Irmandade é dirigida por uma Provedoria, composta por 1 (um) Provedor, 1 (um) Vice Provedor, e 1 (um) Secretário para registrar e arquivar os atos da Irmandade, com mandato de três (3) anos,
A atual Provedoria está composta por:
Áureo de Almeida Delgado (Provedor)
Fernando Mendonça Vidigal (Vice Provedor)
Maria José Guedes Gondim Almeida (Secretária)[2]
PLASC
Em 1984, na administração do doutor Juracy Neves, foi criado o plano de saúde da Santa Casa que, em três meses, obteve mais de 1.200 associados e em cinco anos, logrou 160 mil agregados
No mesmo período, a Santa Casa venceu a concorrência para explorar serviços funerários e com a venda de jazigos do Cemitério Parque da Saudade, foram injetados expressivos recursos no hospital. No segundo mandato de Juracy Neves à frente da Santa Casa, em 1987, o PLASC tornou-se a principal fonte de receita da instituição.[3]
[1] Foto Maria do Resguardo
[2] https://www.santacasajf.org.br/irmandade-e-conselho-adm
JUIZ DE FORA NÃO SERIA UM POLO REGIONAL DE SAÚDE SE O BARÃO DE BERTIOGA E SUA ESPOSA NÃO TIVESSE ABERTO ESSE CAMINHO.
PARQUE HALFELD
Foi criado com o nome de Largo Municipal, o primeiro logradouro público da Vila de Santo Antônio do Paraibuna.
A área foi adquirida pela Câmara Municipal, em 1854, do engenheiro Henrique Guilherme Fernando Halfeld. Neste local se instalavam as companhias de “circo de cavalinhos, touradas e cavalhadas”.
Em 1880, foi elaborado um projeto seguindo modelo de jardim inglês, objetivando tornar o espaço mais agradável, ficando seu desenvolvimento sob a responsabilidade do arquiteto Miguel Antônio Lallemond que nele propôs a criação de jardins, passeios e fonte e o plantio de árvores.
A segunda intervenção urbanística aconteceu em 1901, quando o Largo Municipal foi completamente remodelado pela Cia. Pantaleone Arcuri e Spinelli com o financiamento de Francisco Mariano Halfeld, filho do engenheiro Henrique Halfeld. Passou a denominar-se então Praça Coronel Halfeld. Imagem[1]
Detalhe de painel em homenagem ao Coronel Francisco Halfeld que se encontra no parque
Detalhe de painel em homenagem a Francisco Halfeld que se encontra no parque Novas reformas paisagísticas aconteceram durante as décadas de 50 e 60 sendo a última ocorrida em 1981. Os únicos elementos remanescentes do projeto de 1901 são a ponte e o quiosque com estrutura imitando bambu e o lago.
O PARQUE HALFELD TEM ESSE NOME EM HOMENAGEM A FRANCISCO MARIANO HALFELD (CORONEL HALFELD) FILHO DE HENRIQUE HALFELD.
A RUA HALFELD HOMENAGEIA O FUNDADOR DA CIDADE, HENRIQUE HALFELD.
EM 1854 O CORAÇÃO DA CIDADE AINDA ERA NA REGIÃO DO ALTO DOS PASSOS
As hospedarias e estalagens ali estavam: A de Manoel Ferreira Velloso, no cimo da colina, e Francisco Luiz Gomes Ribeiro, na Rua São Mateus. A Estalagem do Ferreira era o ponto de jantares mais frequentado por pessoas da cidade. A do Chico Luiz era a preferida dos viajantes, principalmente pela pequena colônia de mascates “franceses \ judeus”.
Nesse mesmo ano foi alinhada à rua São Matheus e adquirido o local em que se encontra o Parque Halfeld por 1:000$000.[2]
[1] Foto acervo Luiz Antonio Stephan
[2] Álbum do Município de Juiz de Fora, Albino Esteves 1915


Fazenda da Floresta
Fábrica de tecidos São João Evangelista


Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora
Barão do Bertioga


Parque Halfeld
Monumento à Francisco Halfeld no Parque
CIA. UNIÃO INDÚSTRIA
Capela e Estação da Companhia União Indústria e parte do Jardim de Ferreira Lage (Museu
Foi criada por Mariano Procópio em 1854, com o principal objetivo de construir a Estrada União Indústria. O decreto imperial n.º 1.301, assinado por D. Pedro II em sete de agosto de 1852 e aprovado pela Assembleia Geral Legislativa em 11 de setembro do mesmo ano, autorizou a construção e exploração por 50 anos de duas estradas: Uma saía de Porto Novo do Cunha e passava por Barbacena para chegar a São João Del Rei, a outra bifurcava com a primeira, passava por mar de Espanha e chegava à Ouro Preto, mas, ao começar as obras, quatro anos depois, o projeto já tinha sido modificado para uma só via, ligando Petrópolis a Juiz de Fora.
[... "O capital inicial da Cia. União e Indústria era de 5 mil contos e a empresa tinha o objetivo de ser um prolongamento das comunicações dos empreendimentos do Barão de Mauá; a linha de
navegação a vapor da Corte ao porto de Mauá à Raiz da Serra e a
estrada de rodagem da serra até a Vila Teresa. Imagem[1]
O capital seria remunerado, com a renda de 5 % sobre o valor das
cargas transportadas, garantida por lei provincial. Mais tarde esse valor
foi alterado para 2 % por lei imperial. Também era cobrado pedágio dos
viajantes.
Foram contratados para o projeto: O Capitão José Maria de Oliveira
Bulhões, assistido por José Koeller e seu filho, além de dois engenheiros
franceses: Flageollot e Vigouroux.
Cerca 1.500 pessoas chegaram a trabalhar nessa empreitada, inclusive
muitos escravos, alugados nas fazendas ao entorno da obra, embora a
autorização de D. Pedro II para a construção da estrada proibisse essa
prática. Mão de obra especializada, também foi contratada na Alemanha.
Não havendo máquinas para executar estes serviços as obras eram
executadas com ferramentas manuais.
Em 1855 o diretor da Cia. União Indústria, Mariano Procópio Ferreira Lage, mandou contratar alguns mestres de “officios e artes” para a empresa.
1855
POPULAÇÃO: EM 1855, NA VILA DE SANTO ANTÔNIO DO PARAIBUNA, HAVIAM 4 MIL ESCRAVOS E 2.400 HOMENS LIVRES
[1] Acervo de Maurício Lima correia

Capela e Estação da Companhia União Indústria e parte do Jardim de Ferreira Lage (Museu)
1856
ESTRADA UNIÃO INDÚSTRIA
O Início da Construção se deu em 12 de abril de 1856, com a presença de D. Pero II, em Petrópolis e a construção seguiu o traçado do Caminho Novo por onde só passavam pedestres e tropas de burro com trechos sinuosos e íngremes que foram retificados para permitir a passagem de carruagens.
A rodovia União e Indústria teria sido inteiramente feita com mão-de-obra livre, devido a uma suposta cláusula contratual impedindo que, na sua respectiva construção, se utilizasse trabalho servil. Essa ideia chegou a ser defendida por alguns pesquisadores de renome, como Wilson de Lima Bastos, porém não se sustenta, até porque, até onde sabemos, a referida cláusula, na verdade, nunca existiu.[1]
Obras da Estrada União Indústria
Ao término das obras de construção da rodovia, em 23 de junho de 1861 por Dom Pedro II, a Cia. defrontava-se com dificuldades financeiras, causadas pelo elevado custo e surgia a ameaça da concorrência da estrada de ferro D. Pedro. A verdade, porém, é que Mariano Procópio, o grande responsável pela União e Indústria, estava arruinado quando faleceu em 14 de fevereiro de 1872 (há controvérsias). Foto[2]
O local onde funcionava a Cia. União e Indústria foi cedido em 1882 para a fábrica de tecidos Steele, Morrith e Whytaker, conhecida como “Fábrica dos Ingleses”, mais tarde, “Industrial Mineira” e, finalmente, Companhia Têxtil Ferreira Guimarães.[3]
Existia um ramal construído pela União e Indústria que teoricamente ia de Juiz de Fora a Rio Novo, na prática ligava a casa de Mariano perto de JF até a fazenda de sua mãe, a Fortaleza de Santana
[1] O triunfo de Mariano Procópio, e o título da 1ª Baronesa de Santana; os escravos de Mariano Procópio, e a visita de D. Pedro II à fazenda Fortaleza de Santana (Texto de Luís Pontes, publicado no jornal Voz de São João em 07/05/2022 – reeditado)
[2] Acervo de Maurício Lima Correia
[3] http://ahistoriadepetropolis.blogspot.com.br/2013/06/a-uniao-e-industria-claudionor-souza.html
https://books.google.com.br/books?
https://books.google.com.br/books?
PRIMEIROS ALEMÃES EM JUIZ DE FORA
7 de janeiro de 1856: Chegam os primeiros imigrantes alemães em Juiz de Fora para trabalhar na empresa União Indústria. Eram um grupo de artífices e suas famílias perfazendo cerca de 120 pessoas que foram se instalar no “Vilage”, atualmente na região do Bairro Fábrica, rua Bernardo Mascarenhas e adjacências.
1857
2° governo: 08/04/1857 a 06/04/1861
2° Conselho municipal de 07/04/1857 A 06/04/1861
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Agente do Executivo e Presidente do Conselho, Manoel do Vale Amado, Comendador
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Henrique Guilherme Fernando Halfeld
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José Caetano de Morais e Castro
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Antônio Caetano de Oliveira Horta,
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José Capistrano Barbosa de Alckmin
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Josué Antônio de Queiroz
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Joaquim Cândido Guimarães
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Feliciano Gomes Pinto Monteiro
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Domencianno Alves Garcia
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José Ribeiro de Rezende
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Joaquim de Paula e Souza
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Florêncio Antônio da Fonseca:
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Joaquim Pedro Teixeira de Carvalho
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Leandro Barbosa Teixeira
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João Nogueira Penido
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Antero José Lage Barbosa, Doutor,
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Antônio Dias Tostes
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Manoel de Castro Guimarães
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Cesário Leopoldo de Souza Lima
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Manoel Ferreira da Silva Velloso
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José Fernandez de Miranda
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Ludovino Martins Barbosa
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Dionizio Fortes


Obras Estrada União Indústia
Estrada União Indústia na ponte em Parahibuna
1858
COLÔNIA AGRÍCOLA
Mariano Procópio Ferreira Lage, além de empreender na construção da Estrada União Indústria resolveu construir uma Colônia Agrícola nas terras ao entorno dessa via, para isso enviou à região da, então, Liga Alemã o engenheiro, Dr. Chistiano Gieber para convencer cidadãos a adquirir terras na Colônia D. Pedro II em Santo Antônio do Paraibuna. A preferência seria para “trabalhadores especializados” que poderiam suprir as necessidades de mão de obra da Cia. Como havia certa dificuldade nessa captação, solicitaram ajuda do ministro Dr. Marcos Araújo e do Cônsul do Brasil naquela área, Dr. José Lúcio Correia, que indicaram a empresa “Agência Dr F Schimidt” especializada em assuntos migratórios.
A Cia. União Indústria pretendia importar 400 famílias com, em média 5 pessoas, ou seja, cerca de 2.000 pessoas, mas só viabilizaram o embarque de pouco mais da metade, vieram 1.162 colonos e ainda chegaram de maneira desordenada, pois eram previstas a vinda dividida em 3 anos, entre 1858 e 1860, mas, a empresa contratada mandou todos os contratos, quase em seguida, causando transtornos na recepção desses imigrantes.
A desconfortável viagem pelas turbulentas águas do atlântico trouxe os imigrantes ao porto do Rio de Janeiro de onde seguiram, ainda de forma bem precária, até as “terras prometidas” em carroças onde carregavam suas “Tralhas”, junto às mulheres e as crianças e os homens seguiam a pé, todos em desanimar, entoando cantigas cânticos e hinos de louvor.
A chegada em Santo Antônio do Paraibuna não melhorou muito a situação, os imigrantes se decepcionaram por não encontrar pronto as casas prometidas e não conseguiam encontrar a quem reclamar. Foram instalados próximo à uma lagoa suja e fétida ao pé do morro do Gratidão (hoje Largo do São Roque), onde encontraram doenças (principalmente o tifo). A Cia. União Indústria foi obrigada a construir uma enfermaria, a Krankenholf (Hospedaria dos doentes) onde o Dr. Romualdo Miranda Ribeiro e o colono Georg Glastz, que era enfermeiro, conseguiram controlar o surto da febre que consumiu 34 colonos que foram enterrados próximo à lagoa (onde depois foi o pronto socorro).
Na Colônia os lotes oferecidos eram de, em média 20.000 braças [1] quadradas, que seriam pagos em 4 anos. Muitos colonos não conseguiram pagar suas terras e tiveram que migrar para outros sítios, os que conseguiram cobrir as contas construíram suas casas em mutirão, mas, a insatisfação sempre predominou, pois não receberam terras com qualidade e suficiente para a subsistência de suas famílias.
Como muito eram artífices: mecânicos fundidores, ferreiros, folheiros, sergeiros (construtores de diligências), carpinteiros, seleiros, pedreiros e pintores, foram trabalhar na profissão e lhes foi oferecido emprego assalariado e moradia na “Vilagem da construção” da Cia. União indústria (hoje região do bairro Fábrica). Os outros ficaram pelas colônias “de Cima” (São Pedro) e de “Baixo” (Borboleta) sobrevivendo da forma possível.[2]
Saiba mais
COLÔNIA ALEMÃ D. PEDRO II EM JUIZ DE FORA
Veja o E-book
https://www.almanaquehistoriajuizfora.com/
Livro físico encomendas 55 32 984958118 ZAP
[1] A "braça" é uma antiga unidade de medida de comprimento, atualmente equivalente a 2,2 metros.
[2] https://issuu.com/portaluteranos/docs/comunidade_evang_lica_de_confiss_o_luterana_em_jui
Mapa da 'Alemanha'(Liga Alemã) época dessa imigração


1860
CEMITÉRIO DA GLÓRIA
Em 13 de maio de 1960, Mariano Procópio permitiu a construção do Cemitério da Glória que, embora estivesse anexo à capela católica de N. S. da Glória, serviria, também para o sepultamento dos protestantes, que vinham sendo discriminados e seus corpos sendo sepultados até nos fundos das residências em enorme desrespeito.
O Cemitério de São Pedro, também, utilizado pelos católicos e protestantes, foi criado em 05 janeiro de 1886 nas terras cedidas por Sebastião Kunz e esposa. [1]
1861
3° governo 1/4/1861 a 06/04/1864
3° Conselho municipal - 07/04/1861 a 06/04/1864
-
Agente do Executivo e Presidente do Conselho, José Capistrano Barbosa de Alkmin
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João Nogueira Penido
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Theophilo Nóbrega Airosa
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Domencianno Alves Garcia
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José Fernandez de Miranda
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Joaquim Pedro Teixeira de Carvalho
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José Joaquim Monteiro da Silva – Barão de Santa Helena
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José Antônio da Silva Pinto
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Francisco de Paula Lima
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Vicente Antônio da Silva Oliveira
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Francisco Ribeiro de Assis
-
Francisco de Assis Mendes Ferreira
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Antônio José de Macedo Moura, Major
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Domingos Antônio Lage
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Manoel Ferreira da Silva Velloso
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José Caetano Rodrigues Horta
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Avelino Rodrigues Milagres
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Antônio da Silva Oliveira
INAUGURAÇÃO DA ESTRADA UNIÃO E INDÚSTRIA
Inaugurada com a presença do Imperador D. Pedro II, a estrada União e Indústria, considerada uma das mais modernas do mundo na época. O percurso, de 144 km, ligava Juiz de Fora a Petrópolis e servia para escoar a produção de café.
UNIÃO INDÚSTRIA: PRIMEIRA ESTRADA MACADAMIZADA DA AMÉRICA DO SUL
INÍCIO DA CONSTRUÇÃO DA VILLA FERREIRA LAGE
Mariano Procópio inicia a construção da Villa Ferreira Lage, embrião do que seria posteriormente o primeiro museu histórico de Minas Gerais, o Museu Mariano Procópio.
Os registros fotográficos da inauguração e dos primeiros anos da rodovia foram feitos pelo fotógrafo franco-alemão Revert Henry Klumb. Agraciado com o título de Fotógrafo da Casa Imperial, Klumb acompanhou a comitiva e documentou a grandiosidade da engenharia da época. (IA Google)
A ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA DE JUIZ DE FORA ERA A TERCEIRA DE MINAS GERAIS.
PRIMEIROS ATOS PROTESTANTES DE MINAS GERAIS
Em 1861 Mariano Procópio Ferreira Lage fundou uma escola mista com 2 professores,
um católico, o senhor Glaesser e outro protestante, o Senhor Waltemberg. O educandário
onde se matricularam 124 alunos funcionava na Rua das Escolas (atual Rua General
Gomes Carneiro) onde, igualmente, funcionava a Escola Agrícola da União Indústria.
O comendador autorizou a utilização das salas para que, do mesmo modo, sejam usadas
para ensinamentos religiosos.
No livro de atos ministeriais da Comunidade Evangélica de Petrópolis está registrado que
no dia 31 de outubro de 1861 aconteceu o primeiro ato de um ministro evangélico, quando
o Pastor Bernhardt Pflueger batizou Carolina Emília, filha de Karl Emil Schroeter e Johanna
N. Krasewski nascida em 16 de julho de 1861 cujos padrinhos foram Gaspar Hees e
Carolina Bartels. O Pastor Bernhardt ainda visitou Juiz de Fora uma vez, em agosto
do mesmo ano.
Em novembro foi o pastor Georg Gottlob Stroele que veio à cidade e oficiou o primeiro
culto. A partir dessa data esse pastor, que morava em Petrópolis, deu assistência
pastoral mensalmente com uma viagem a Juiz de Fora.
9 de novembro de 1962 é a data considerada da fundação dessa igreja em Juiz de Fora.[2]
PRIMEIRA VISITA DE D. PEDRO II À JUIZ DE FORA (MUNICÍPIO DO PARAIBUNA)
Em 23 de junho de 1861 o Imperador, acompanhado de sua esposa e duas filhas, fez sua primeira visita à Juiz de Fora (município do Paraibuna) com a finalidade de inaugurar a rodovia União e Indústria, construída pelo grande empresário Mariano Procópio Ferreira Lage, que também celebrava seu aniversário de 40 anos naquele mesmo dia.
De acordo com o pesquisador Jair Lessa, em seu livro “Juiz de Fora e seus pioneiros”, a comitiva imperial, que saíra de manhã bem cedo de Petrópolis rumo a JF, compunha-se de “cinco diligências de quatorze passageiros cada”. Fez o percurso em cerca de 12 horas de viagem, chegando, portanto, no final da tarde. Seguindo o caminho da rodovia União e Indústria, e vindo de Matias Barbosa, o cortejo dos soberanos passou pelo que é hoje o Poço Rico e depois continuou rumo norte, subindo pela margem direita do rio Paraibuna, no trecho da estrada que depois – talvez por isso mesmo – se chamaria “rua do Imperador”, mas que, já na república, seria rebatizado como a avenida Getúlio Vargas.
Dessa forma, a comitiva imperial não entrou na “velha Juiz de Fora”, postada ao longo da rua Direita, atual avenida Barão do Rio Branco. Ao invés disso, chegou onde é hoje o largo do Riachuelo e de lá dirigiu-se diretamente “para o castelinho de Mariano, passando entre as alas formadas pelos alemães colonos, funcionários da Companhia [União e Indústria] e alunos do colégio Roussin”. A entrada dos imperadores em JF – ou melhor dizendo, na “cidade de Mariano” – foi, portanto, triunfal. E, para isso, igualmente contribuiu a presença de uma guarda de honra de 160 cavaleiros fardados pelo Tenente-Coronel barbacenense Lino Armond, tio paterno de Mariano, e também de outros 40 cavalarianos especialmente vindos de Ouro Preto, então capital da província de Minas Gerais.
Uma multidão de populares se apinhava para ver o cortejo imperial. Mas Jair Lessa também comentou, com uma pitada de irreverência, que, ao grandioso evento igualmente compareceu em peso “a garrida oficialidade da guarda nacional local e vizinha (…) com seus flamantes uniformes, atropelando-se nas longas espadas, continentando-se uns aos outros, mãos rígidas às palas de emplumados capacetes. Não houve recepção no Castelinho, por ainda não estar pronto. À porta da residência de Mariano, o Imperador recebeu os cumprimentos das autoridades locais e vizinhas, entre as quais, o Barão de Bertioga e o vereador reeleito Halfeld, na melhor farda, medalhas e comenda. Tamandaré e o Ministro da Justiça, o presidente de Minas, deputados e senadores de doze províncias, juízes, vereadores e autoridades de Ouro Preto, Barbacena e todas as cidades vizinhas. Muita gente aplombada, perambulando pelas ruas, solicitando aos residentes licença para usarem ‘a casinha’, pois não ficaria bem para suas emproadas jerarquias acocorarem-se escondidinhos aí pelos matos”.
O Imperador, em sua primeira noite juiz-forana, decidiu ficar na casa de Mariano, deixando de se hospedar no luxuoso palacete que Manuel do Vale Amado erguera especialmente para recebê-lo. Era mesmo previsível que isso acontecesse, o soberano veio à cidade para inaugurar a rodovia, nada mais natural para ele do que ir até o ponto final da mesma, que vinha a ser a “estação do Juiz de Fora”, construída na vila de Mariano. O palacete de Vale Amado situava-se a alguns quilômetros dali, como se fosse em outra cidade.
O pai de Mariano Procópio, chamado Mariano José Ferreira Armond, cerca de três décadas antes, hospedara em sua grande fazenda barbacenense o monarca anterior, D. Pedro I. Os lençóis então utilizados pelo primeiro soberano brasileiro nessa antiga visita a Barbacena foram, depois disso, guardados como uma espécie de relíquia pela família de Mariano Procópio. E este então mandou-os trazer para também servirem a D. Pedro II.
Pedro II tinha grande apreço por Mariano Procópio, um dos maiores empreendedores brasileiros daqueles tempos. Chegou inclusive a convidar Mariano para ser seu mordomo, um cargo de grande papel político e do mais alto prestígio naqueles tempos, mas que este último, entretanto, recusou. Homem dinâmico e genial empreendedor que era, Mariano possivelmente viu que teria que abdicar de seus gigantescos e ambiciosos projetos para se dedicar a tal tarefa, o que não lhe deve ter parecido razoável. Entretanto, algum tempo depois, em 1869, M. Procópio aceitaria do Imperador o importantíssimo cargo de diretor da Estrada de Ferro Pedro II, a grande ferrovia nacional, e que ele de fato exerceria até a sua prematura morte, ocorrida em 1872, aos 51 anos de idade.
Porém, outra honraria que o Imperador desejava conceder a M. Procópio, pouco antes de sua 1ª visita a Juiz de Fora, foi um baronato. No entanto, o potencial homenageado também modestamente declinou, dizendo ao soberano que preferiria que tal distinção fosse outorgada à sua mãe, então já viúva, D. Maria José de Santana. O soberano aquiesceu, de modo que, por ocasião de sua viagem a JF – em meados de 1861 –, Pedro II outorgou a esta última o título de Baronesa de Santana.
[1] https://issuu.com/portaluteranos/docs/comunidade_evang_lica_de_confiss_o_luterana_em_jui
[2] https://issuu.com/portaluteranos/docs/comunidade_evang_lica_de_confiss_o_luterana_em_jui
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Fotos de Klumb



