top of page

ALMANAQUE HISTÓRIA DE JUIZ DE FORA

Luiz Antônio Stephan

 

2026

176 anos de emancipação política – 31 /05/1850

173 anos da Câmara de Vereadores- 07/04/1853

REGISTRO.png

A cultura é o principal determinante do comportamento e dos desejos da pessoa. À medida que cresce, a criança adquire certos valores, percepções, preferências e comportamentos de sua família e de outras instituições”

 Kotler, 2006.

 

Os estudos dos eventos transpostos têm sua importância na medida que são uma maneira de conhecermos como nossos antepassados viviam, como sentiam e agiam no mundo. Dessa forma, podemos estudar os acontecimentos e refletir sobre como podemos nortear nossas ações no presente e no futuro.

https://www.todamateria.com.br/o-que-e-historia/

​

 

História é "Narração metódica dos fatos notáveis ocorridos na vida dos povos, em particular na vida da humanidade, em geral", ou ainda, "Conjunto de conhecimentos, adquiridos através da tradição e/ou mediante documentos, acerca da evolução do passado da humanidade."

KHALDUN, Ibn, citado em HOBSBAWN, Eric. Sobre história. São Paulo. Companhia das Letras, 1998.

 

Juiz de fora é assim

Quem não conhece venha ver

A cada dia

Uma cidade melhor para se viver

Mamão e Alessandra Crispim

 

... Juiz de Fora! Juiz de Fora!

Tu tão de dentro deste Brasil!

Tão docemente provinciana...

Primeiro sorriso de Minas Gerais

  Manuel Bandeira

​

​

homenageNS

Nossos agradecimentos aos eméritos MEMORIALISTAS, PESQUISADORES

E historiadores que registraram a história de Juiz de Fora:

 

Paulino de Oliveira

Almir de Oliveira

 Dr. Pedro Nava

Vanderlei Dornelas Tomas

 Maurício Lima Correia

Maria do Resguardo

Albino Esteves

Alexandre Müller Hill Maestrini

 Roberto Dilly

​

Site

https://www.almanaquehistoriajuizfora.com/

Grupos Facebook

HISTÓRIA DE JUIZ DE FORA

www.facebook.com/groups/historiajf/

SOU MINEIRO SOU MINAS GERAIS

www.facebook.com/groups/comrciojuizdefora/

IMIGRAÇÃO ALEMÃ DE JUIZ DE FORA

www.facebook.com/groups/comunagermanicajf/

lacstephan@yahoo.com.br

 golnerstephan@gmail.com 

 ZAP  32 9 84058118

PREFÁCIO

Chegamos ao século XXI com novos desafios: A globalização, que vem ocorrendo desde a virada do século, permitiu uma expressiva evolução da comunicação causando, fortes mudanças e uniformização cultural e comportamental. Imagem [1]

Os símbolos, as histórias e as imagens servem de referências para formação da identidade cultural e a memória não é só uma simples lembrança do passado, mas, serve de parâmetro para   evitarmos erros no presente e para planejar melhor o futuro.

O conhecimento da história de um povo estabelece o respeito e define o comportamento no presente e no futuro da comunidade, pois, fica claro que tudo que existe: ruas, escolas, jardins, hospitais, transporte e tantas coisas mais, estão aí porque alguém se interessou por construí-las.

Quando, no século XVII, Garcia Rodrigues Paes passou por esses rincões, construindo o Caminho Novo, estava apenas atendendo a ganância de Portugal pelo ouro, mas, esse foi o início de uma história que, 300 anos depois, permitiu que aqui encontrássemos uma pujante metrópole chamada Juiz de Fora.

O que aconteceu nesse sítio para que houvesse essa grande transformação? Por que aqui nesse local? O que definiu que outros locais ao entorno não obtivessem esse mesmo desenvolvimento? É óbvio que fatores naturais (geografia, clima etc.) Influenciaram, mas, principalmente, foram as pessoas que construíram essa história, com muito “suor e lágrimas”; com enorme esforço intelectual; com inteligência, dedicação e perseverança.

Diversos incidentes ocorreram, muitos deles com força suficiente para mudar o rumo da história. A erradicação do café, determinada pelo governo Getúlio Vargas na década de 1930 acabou com a principal atividade econômica do município levando os empresários a investir em indústrias, formaram-se, então, gerações de industriais e de operário

Já no século XX, a cidade conseguiu um enorme desenvolvimento no campo social e econômico com a instalação de inúmeras indústrias do setor de malharias, sapatos, frigoríficos, além de um comércio exuberante, mas, a partir de 190, à bancarrota, depois que o governo Collor de Mello, abriu o mercado externo. Chegamos, enfim, nos dias atuais onde predomina o setor de serviços, com ênfase para educação, medicina e comércio.

Se o barão de Bertioga não tivesse fundado a Santa Casa e se não houvesse uma faculdade de medicina, essa cidade não seria referência regional em saúde; se não existisse uma Academia de Comércio, um Granbery, um colégio Santa Catarina e a UFJF, não seríamos um polo regional em educação.

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​​

GRUPO 6.png

Foto Dimas Stephan

Juiz de fora urbana

Juiz de fora Rural

Destaques "História de Juiz de Fora"

DADOS E INFORMAÇÕES
GERAIS DO MUNICÍPIO

HISTÓRIA EM ORDEM CRONOLÓGICA

  CAPÍTULO I

SÉCULO XVII/ SÉCULO XVIII

1600

ÍNDIOS PURIS, COROADOS E COROPÓS

Os primeiros moradores que se tem notícia que habitaram a região onde hoje existe a cidade de Juiz de Fora eram os Goitacás, uma etnia autônoma dos tupis e dos jês e teriam a mesma origem dos Puris, Coroados e Coropós.

Naturais da costa, por volta de 1600, teriam sido “empurrados” pela colonização portuguesa, primeiro para os campos da foz do Paraíba e florestas do Estado do Rio e daí forçados, por tamoios dispersos, para o interior, através dos afluentes do Paraíba. Alcançaram o sopé da serra da Mantiqueira pelo Rio Paraibuna, Rio Pomba e demais rios dessa região.

Sua migração dos descampados do litoral para as florestas e serras do interior, alterou sua maneira de viver, seus hábitos e costumes. Se mantiverem com a caça e a pesca. Praticavam uma agricultura rudimentar, produzindo milho e mandioca. Da farinha de milho produziam uma bebida chamada eivir ou viru. Eram hábeis navegadores. Conseguiam produzir fogo (tatã) pelo atrito das pedras. Eram poligâmicos.[1]

[1] http://www.asminasgerais.com.br/​​

​​​​​​

Algumas palavras na lingua dos Puris

Avô = Anta

​Dente = Uché

Cabelos = Ké

Paca = Arotá

Avó = Titiñan

Braço = Lakaré

Testa = Miri

Quati = Xamutã

Pai = Xaré 

​

Capivara = Bodaké

Nariz = Ám'’i

Peixe = Ñamaké

Mãe = Iñan 

Cotia = Bókon

Lábio = Che

Macaco Barbado = Toké

Filho = Xambé ​

Jacutinga = Pitá           

 Língua = Topé

Cateto (Porco do mato= Solakon

Irmão = Xatã \

Macuco = Xipára

Onça = Ponã

Cabeça = Ngwé

Índios Purís

1700
ESTRADA REAL 

Era o nome de todos os caminhos na época do Brasil colônia, entre elas, destaca-se as variantes que saiam do Rio de Janeiro e partiam em direção do ouro das Minas Gerais. 
Eram chamados de caminhos, mas não passavam de picadas abertas nas florestas, pelos índios ou colonos.
No final do século XVII, a rota preferida para chegar à região de exploração do ouro das Minas Geraes, era o Caminho Velho, que ia de Paraty à Vila Rica. Era uma longa viagem que se estendia por mais de 1.200 quilômetros que eram percorridos em mais ou menos 95 dias (quando o ouro chegava a parati, seguia de navio para o Rio de Janeiro e daí para Portugal).
CAMINHO NOVO
Carta-Régia em 1699, endereçada ao governador da capitania do Rio de Janeiro, Artur de Sá Menezes autorizou a Garcia Rodrigues Pais, filho de Fernão Dias Pais Leme (participante da Bandeira de 1674-1681) a abertura do “Caminho novo”.
Garcia mudou-se de São Paulo para Rio de Janeiro e começou a abrir uma picada, usando recursos próprios e mão de obra escrava, em 1700 já tinha conseguido uma abertura para passagem de pedestres e prosseguiu, melhorando-a para permitir a passagem de cargas. Em 1704, Garcia, com saúde e fortuna arrasados por anos de trabalho extenuante, passou a tarefa de conclusão da nova rota para seu cunhado Domingos Rodrigues da Fonseca. Somente em 1709 o Caminho Novo passou a ser utilizado regularmente por tropeiros, encurtando o tempo de viagem de 100 para 25 dias (pelo caminho antigo levava 90 dias).
O caminho iniciava nos fundos da baía de Guanabara e seguia mais ou menos 12 quilômetros pelo rio Iguaçu e até a vila de Xerém, dali em diante as mercadorias seguiam em cavalos ou lombo de burro pela reserva a do Tinguá, freguesia, arraial de Santana das Palmeiras. Subia a difícil e íngreme serra até Paty do Alferes, descia em direção à Paraíba do Sul onde cruzava o rio, tomava o sentido norte, atravessando a Serra das Abóboras, alcançando o Rio Paraibuna, na altura de Levy Gasparian e passava, então, na região onde se encontra a atual Juiz de Fora ao lado esquerdo do rio Paraibuna, seguindo em direção à Vila Rica. As obras terminaram em 1709.
O coronel Domingos Rodrigues foi nomeado “Cobrador das Estradas e Provedor dos Quintos”, tendo para isso estabelecido o Registro e fundando, uma fazenda de criação e cultura que lhe permitiu lucros e uma vida abastada.
“Por essa estrada passaram bandeirantes, índios, escravos, tropeiros, cientistas europeus, ilustradores da nossa fauna e flora, e outros artistas, inconfidentes mineiros, o Tiradentes como o guarda do caminho e propagandista do movimento de libertação, o corpo esquartejado do mártir mineiro, Pedro I em 1831, o então Barão de Caxias durante a Revolução Liberal de 1842, e tantos outros que ajudaram a escrever a história de Minas e do Brasil”. 





















SESMARIAS
Para promover a ocupação das margens da do Caminho Novo, a Coroa Portuguesa distribuiu concessões de sesmarias, que eram concessões de terras destinadas à exploração agrícola e à povoação do território. A Coroa portuguesa concedia essas áreas aos súditos que se comprometeram a cultivá-las e pagar um foro ao rei. Essas extensas áreas, que chegavam a ter 30 quilômetros quadrados, eram definidos com marcos de pedra em seus limites. 
Garcia Rodrigues Pais foi contemplado pelo Rei com quatro sesmarias e mais uma para cada um de seus filhos, escolhidas ao longo do Caminho Novo. 
João Oliveira, secretário do governador da capitania, também recebeu uma área de terra, que posteriormente vendeu ao Dr. Luís Fortes Bustamante e Sá (o Juiz de Fora).
MARCOS DE SESMARIAS
Os sesmeiros (proprietários de terrenos), acompanhados dos agrimensores, fincavam uma pedra com quatro cruzes (uma em cada face) na margem da estrada. A partir desta pedra (“Marco de Sesmaria”) eram feitas mais quatro medições: a sudoeste da pedra, a noroeste, a nordeste e a sudeste. Ao final de cada medição, uma outra pedra era colocada (menor que a principal e com uma cruz escavada). Assim, era formada a quadra de sesmaria. 
Algumas dessas colunas aparecem como os registros mais antigos da cidade de Juiz de Fora em trechos ainda originais do Caminho Novo.
Nessas terras, surgiram as fazendas, ranchos para pousadas dos tropeiros e igrejas. O comércio às margens da estrada foi florescendo e, assim, povoados iam se formando ao longo do Caminho Novo, dando origem às atuais cidades de Simão Pereira, Matias Barbosa, Juiz de Fora, Ewbank da Câmara, Santos Dumont, Antônio Carlos, Barbacena e outras.
[1] Vanderlei Dornelas Tomas

Caminho velho e Caminho novo

Marcos de sesmarias ainda conservados em Juiz de Fora (1)

1706

FAZENDA TAPERA

O IMÓVEL MAIS ANTIGO DA CIDADE- CONSTRUÍDO ENTRE 1704 E 1706

Bairro Santa Terezinha - Tapera

Rua Alencar Tristão – antiga Rua do Jalão, 360

Com a abertura do Caminho Novo do Paraibuna foi construído o prédio que foi residência do "Alcaide-mor do Fisco e do mays", onde funcionou a primeira repartição pública da região, local de depósito do ouro da Província, também conhecida como Fazenda da Tapera, situada na Rua Alencar Tristão nº 236. Esse imóvel foi doado, já no século XX, para a Santa Casa de Misericórdia pelo Dr. Cícero Tristão e obriga a donatária a "manter e conservar sem modificar ou transformar a sede doada, cuidando dela como patrimônio histórico da cidade de Juiz de Fora e das famílias Tostes e Tristão".

A construção do prédio da Antiga alcaidaria de Juiz de Fora tem sua história ligada à abertura do Caminho Novo realizado por Garcia Rodrigues Paes, ligando a corte à zona mineradora.

A fazenda passou à família de Custódio da Silveira Tristão, devido ao casamento de Custódio da Silveira Tristão com Josefina, cabendo a um de seus filhos, Cícero Tristão, o direito sobre a sede da fazenda como herança, que doou-a em testamento à Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, por não possuir descendentes diretos Após a morte de Cícero Tristão em 1954, a Fazenda do Alcaide-Mor passou a pertencer à Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, impondo como condições para efetivação da doação que Santa Casa mantivesse a casa como a recebeu; preservando assim o patrimônio histórico de Juiz de Fora e instalar no mesmo um serviço de assistência às crianças desamparadas e aos velhos doentes. Sabendo das condições impostas no testamento de Cícero, a Associação Feminina de Prevenção e Combate ao Câncer - ASCOMCER inaugurou na antiga fazenda o Instituto Dr. Cícero Tristão com o objetivo de amparar velhos desprovidos de recursos, que lá funcionou por dezoito anos.[1] Imagem[2]

 

 

 

 

 

 

 

1709

FAZENDA SÃO MATHEUS

Situada às margens da rodovia MG 353, a 15 km do centro da cidade e próxima do Rio do Peixe, a Fazenda São Mateus foi um ícone do período cafeeiro de Juiz de Fora.

Fundada em 1709 pelo coronel Matias Barbosa da Silva, depois de passar por outros proprietários, foi adquirida em 1803 por José Inácio Nogueira da Gama, que faleceu em 1839 deixando sua esposa, a Baronesa de São Mateus, à frente da administração. Em 1890. Foto[3]   /Foto 2[4]

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​​

​

​

​

​

​

​

 

 

 

Foi comprada por Cândido Teixeira Tostes (Dr. Candinho), advogado, que chegou a ser o maior produtor de café de Minas Gerais e a maior fortuna do estado no final do século XIX. Ocupou a diretoria do Banco de Crédito Real de Minas Gerais, em 1897. O Dr. Candinho morreu em 1927 quando seu filho, João Tostes, passou a administrar o local. Nos meados do século XX a propriedade pertencia a João Gualberto de Carvalho e sua esposa Dona Anália Campos de Carvalho. A partir de 1974 passou à família Villela que lhe deu o formato atual.

Na propriedade tem a casa-grande (construída, provavelmente, no início do século XIX), com 26 quartos, 21 banheiros, 12 salas e varanda com 45 metros; a igreja dedicada a São Mateus, erguida em 1933, que possui 200 assentos; casas de colonos, estábulo e outras instalações e no auge da produção de café, produziu 25 mil sacas por ano.

Recebeu visitas ilustres: Tiradentes passou por ali poucos dias antes de ser preso e esquartejado; O Imperador Dom Pedro II chegou em 1842, quando a Baronesa alforriou vários escravos em sua homenagem. Na década de 1920 recebeu uma missão militar francesa, chefiada pelo general Gustave Gamelin, que veio ao Brasil para modernizar o Exército.

 Em 1934 recebeu o presidente Getúlio Vargas, que veio passar seu aniversário em Juiz de Fora acompanhado de sua esposa mulher, as duas filhas e um ajudante-de-ordem, capitão Ubirajara. Vargas voltaria outras vezes à São Mateus, em 1935 e 1936, quando despachou, recebeu ministros e o governador Benedito Valadares, assinou um decreto autorizando a repatriação dos restos mortais dos inconfidentes exilados na África, foi entrevistado por João Carriço, participou de cavalgadas e caçadas a porcos-do-mato, visitou o Museu Mariano Procópio e a fábrica de estojos e espoletas de artilharia, a IMBEL. ​

[1] https://www.pjf.mg.gov.br/administracao_indireta/funalfa/patrimonio/historico/fazenda_tapera.php

 http://www.jflegis.pjf.mg.gov.br/c_norma.php?chave=0000013475

[2] Moura 2022, enviada por Ítalo Itamar Stephan

[3] Acervo da Fundação Getúlio Vargas

[4] Acervo da Fundação Getúlio Vargas

Esq./dir.: Lair Palleta de Resende Tostes; Getúlio Dornelles Vargas e João de Resende Tostes. Juiz de Fora, MG, 19/abr./1934. – Acervo da Fundação Getúlio Vargas- Os Tostes eram os Proprietários da Fazenda à época

Fazenda da Tapera- 

Fazenda São Mateus – Foto de 19 de abril de 1934- visita da família Vargas

Enquanto isso, no Brasil:

8 de julho de 1711: O arraial de Ouro Preto é erigido em Vila Rica.

1713
LUIZ FORTES BUSTAMANTE E SÁ É NOMEADO "JUIZ DE FORA"
FAZENDA DO JUIZ DE FORA

As terras ao entorno dessa passagem foram transformadas em Sesmarias (grandes porções de terras) e cedidas pelo reino de Portugal a algumas pessoas, como forma de retribuir os serviços prestados), quatro foram cedidas a Garcia. Numa delas foi construída, mais tarde, a Fazenda do Alcaide-mor, Thomé Corrêa Vasques, seu genro. João Oliveira, secretário do governador da capitania, também recebeu em 1710 uma área de terra, à margem direita do rio Paraibuna, que a vendeu em 1713 ao Dr. Luís Fortes Bustamante e Sá, um juiz itinerante (chamado na época de Juiz de Fora) da cidade do Rio de Janeiro. Essa propriedade passou a ser chamada por Sesmaria do Juiz de Fora e se transformou num ponto de referência, o que levou a cidade, posteriormente ser batizada com esse nome.   

 

 


   

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

A Carta de Sesmaria de 15 de janeiro de 1710 atribuía-lhe a medida de uma légua e meia, medida que foi reduzida a 3 de agosto de 1712, para uma légua em quadra. (...) Em seguida vinha a sesmaria do Alcaide. Em 1713 João de Oliveira vendeu para Luiz Fortes Bustamante e Sá a sesmaria. Lá Bustamante fundou, na atual avenida 7 de Setembro, (nas proximidades de onde fica atualmente a Boate Sayonara), a Fazenda Velha (1713-1728), que foi desmanchada na década de 40. Bustamante ocupava o cargo de juiz de fora, maneira como ficou conhecido. Por ser uma pessoa naturalmente importante em torno de sua fazenda apareceram várias “vendas” ...  Lojas com quatro portas onde se vende de tudo: roupa, linha, dedal, cachaça, feijão, fubá, fumo, etc. As vendas funcionavam, também, como taberna. As pessoas desses vários povoamos quando iam às compras... 
... diziam: „nós vamos ao “juiz de fora ‟. Foi esta tradição oral que se impôs ao nome original da Vila de Santo Antônio do Paraibuna do Morro da Boiada. Tanto que, quando foi elevado à Vila, em 1850, aparece no texto da lei: “Elevada a Vila de Santo Antônio do Paraibuna do Morro da Boiada do Juiz de Fora. 
BUSTAMANTE FOI DEGREDADO (CORRELATO)
Após a última invasão francesa (1711) ele foi condenado a seis anos de degredo em Mazagão e ainda recebeu uma multa de 400 mil réis. O que ele fez? Fugiu para nossa região comprando a Sesmaria do secretário do Governador do qual não me recordo o nome.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

​
 

Fazenda do Juiz de Fora - seria próximo ao atual Colégio Santos Anjos 

Enquanto isso, no Brasil:

2 de dezembro de 1720: A Capitania de Minas Gerais é criada e desmembra-se da Capitania de São Paulo e Minas de Ouro.

12 de dezembro de 1720: A Capitania de São Paulo é criada.

1720: São criadas as Casas de Fundição, onde todo o ouro deveria ser levado para a transformação em barras. Ao receber o ouro, as Casas retiravam a parte correspondente ao imposto (quinto). Nesse mesmo ano, explode a Revolta de Vila Rica, em protesto contra a criação das Casas de Fundição.

1729: Tem início a produção de diamantes no arraial do Tijuco, atual cidade de Diamantina, em Minas Gerais.

  Núcleo Histórico da Av. B. do Rio Branco (A. dos Passos) Nota Prévia de Pesquisa Patrícia Falco Genovez JUIZ DE FORA - MG CLIO EDIÇÕES ELETRÔNICAS 1998
Depoimento concedido pelo Padre e Professor Mestre Afonso Henrique Hargreaves Botti, em 02/07/1998, à Professora Mestre Leda Maria de Oliveira. Conforme LESSA, Jair. op. cit., p. 26 e 27, em 1719 já vemos aparecer “Juiz de Fora” como indicação locativa, em documento oficial de 1 de agosto... uma determinação do Governador Conde de Assumar, recomendando que “todos os moradores do Caminho Novo tivessem mantimentos prontos para as tropas de cavalos que vêm para estas minas, assim para os cavalos como para os soldados”. Referia-se às duas Companhias de Dragões que viriam de Portugal. Enfatizava os trechos principais: “... desde a Serra do Mar até José Severino..., desde José Severino até os Três irmãos..., dos três irmãos até o Juiz de Fora..., desde o Juiz de Fora até o Azevedo..., desde o Azevedo até a Bordado Campo (Barbacena)
. O mesmo pode ser visto no Itinerário-Geográfico do Cristão-Novo Francisco Tavares de Brito, obra rara impressa em 1732. Ver também ARQUIVO DORMEVILLY NÓBREGA. Rua Halfeld, loc. cit., p. 25. Referência à lenda de que Santo Antônio, com a construção de uma igreja nova, sempre fugia e voltava para a capela do Morro da Boiada. Ver também OMES, Lindolfo. Contos Populares. Rio de Janeiro: Melhoramentos, s/d. p. 84

​

CRÔNICA
De Bustamante Ao Computador
Certo dia, ao entorno de uma fazenda, nas margens de um rio ou na beira de uma estrada, surge um povoado, uma pequena aglomeração de casas se forma e as pessoas que ali residem têm necessidades de adquirir produtos para a sua subsistência, nesse momento surge um comerciante. 
Na fazenda do Juiz de Fora, uma das primeiras da região, seria um empório para atender os viajantes do “Caminho Novo” (ou uma pousada).
O tempo flui e a população aumenta, o lugarejo se desenvolve, o comércio se expande, a urbe se forma mais complexa e os serviços se sofisticam. É um processo que não para, sempre acompanhando a evolução do mercado, cada demanda que surge é imediatamente suprida. 
Nos meados do século XIX, o município de Juiz de Fora foi emancipado de Barbacena, iniciando um irreversível processo de evolução política e social e foi a cafeicultura e o comércio que alavancaram e consolidaram o desenvolvimento da cidade. 
Confirmando a tese citada na introdução, a Associação Comercial de Juiz de Fora foi fundada em 12 de julho de 1896 para representar as classes produtoras de Juiz de Fora: Comércio, Indústria e Agropecuária. Suas primeiras diretorias eram lideradas por homens que exerciam atividades em diversos segmentos: Daniel Pinto Correia, seu primeiro presidente, era do ramo do mobiliário; Eugênio Fontainha, fazendeiro, e Renato Álvaro Cordeiro Dias, proprietário de refinaria de açúcar.
Ao fim do século XIX, e princípio do século XX, surgiram as indústrias, principalmente de tecidos, que se instalaram com os recursos advindos da lavoura do café que fracassaram. Depois da metade do século XX o parque industrial de Juiz de Fora se desenvolveu com força e inúmeras malharias, fábricas de sapatos e outras se instalaram na cidade.
Enquanto isso, o comércio, também, floresceu e a cidade se consolidou como polo regional. Surgiram 
Os supermercados e os centros comerciais (shopping centers) e ocorreu a descentralização, com o fortalecimento do comércio em diversos bairros. O setor de serviços ou setor terciário, aparece na economia a partir da década de 1970 e se expande com entusiasmo, principalmente nas áreas de educação e saúde, que dão um salto fenomenal. 


 

​

​

​

​

​

1741

PRIMEIRA CAPELA DA REGIÃO

Foi construída por Antônio Vidal em sua fazenda em 1741 com autorização da Cúria do Rio

de Janeiro com a justificativa de que a igreja de Simão Pereira, a mais próxima estaria a

mais de 30 quilômetros de estrada ruim.

 Foi inaugurada em 13 de junho deste ano.

 Ao lado foi instalado o primeiro cemitério da região que funcionou por mais de 20 anos.

1751

FAZENDA RIBEIRÃO DAS NEVES

Estrada Ribeirão das Rosas, s/n. Bairro Barbosa

A sede da fazenda foi erguida na sesmaria concedida pelo Governador da Capitania de Minas Gerais a Manuel Vidal Lage. Dom Pedro I, e a Imperatriz Dona Maria Amélia, em viagem a Vila Rica, pernoitaram na fazenda em janeiro de 1831. A edificação, remanescente da abertura do Caminho Novo, foi construída na década de 1770, em estrutura autônoma de madeira e com vedação de pau-a-pique.

O sobrado desenvolve-se ao longo de extensa área horizontal, sendo a parte inferior correspondente ao porão e à área de serviço, e, a superior, à residência, com quartos, salas e capela com acesso direto feito por escadaria protegida por estreito alpendre. Atualmente é propriedade do Exército Brasileiro, que a utiliza como campo de instrução.[1]

[1] https://www.pjf.mg.gov.br/administracao_indireta/funalfa/patrimonio/historico/fazenda_ribeiraorosas.php

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​

​

Fazenda  Ribeirão das Rosas

Enquanto isso, no Brasil

1765: Foi decretada a derrama, pela qual obrigava-se a população mineradora a completar a soma acumulada do imposto devido.

1789: Organiza-se a Conjuração Mineira, que teve como desfecho a condenação à morte de Tiradentes

15 de março de 1789: A Conjuração Mineira é denunciada por Joaquim Silvério dos Reis.

10 de maio de 1789: Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, é preso.

21 de abril de 1792: Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, um dos líderes da Inconfidência Mineira, é enforcado acusado de trair a nação portuguesa no Rio de Janeiro.

bottom of page