JUDEUS EM JUIZ DE FORA . . . . . . . . .

HISTÓRIA DE JUIZ DE FORA                              

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Diário Mercantil edição de Março/ 1941 sobre a enchente de dez/1940

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Festa alemã de 1990 "o recomeço" a história"

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 Os Bondes de Juiz de Fora clique na imagem

HISTÓRIA
ILUSTRADA
DE JUIZ DE FORA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENGENHARIA MESTRADO EM AMBIENTE CONSTRUÍDO. Lina Malta Stephan

RESUMO

O Museu Mariano Procópio é um dos exemplares arquitetônicos e artísticos mais

importantes de Juiz de Fora, tendo também

seu valor reconhecido tanto em nível estadual quanto nacional. Ao longo de sua história, foram realizadas significativas intervenções arquitetônicas nos

prédios tombados, com a intenção de renovar, adequar às necessidades de

cada época e solucionar problemas decorrentes das ações do tempo. Porém algumas dessas intervenções foram executadas sem embasamento técnico, chegando a comprometer a estrutura física e artística do bem tombado. Por se tratar de um bem tombado, faz-se necessário

intervir de maneira a garantir a integridade

física , porém, esse tipo de ação é

recurso último a ser realizado, quando os procedimentos conservativos já não são suficientes para garantir a perpetuação do bem ao longo do tempo. O que se propõe com este trabalho é analisar as intervenções arquitetônicas realizadas nos prédios históricos Villa Ferreira Lage e

Prédio Mariano Procópio e os projetos desenvolvidos para a restauração e recuperação de elementos estruturais, tomando como base os principais conceitos que envolvem a conservação e a restauração do patrimônio cultural ;

as discussões contemporâneas sobre o

assunto e os principais problemas técnicos e teóricos. Pretende - se com esta pesquisa contribuir de forma crítica e histórica para futuros projetos e futuras intervenções.

Palavras - chave: 1. Patrimônio Cultural. 2. Intervenções Arquitetônicas. 3. Museu Mariano Procópio.

Perseguições a estrangeiros em Juiz de Fora durante o Estado Novo: autoritarismo e repressão no contexto da Segunda Guerra Mundial

Resumo: Durante a Segunda Guerra Mundial e sob o regime do Estado Novo, o governo brasileiro passou a perseguir estrangeiros residentes no país, oriundos dos países com o qual o país estava em guerra: Itália, Japão e Alemanha. As perseguições aconteceram de diversas formas e em diversos locais. Este trabalho analisa como os mecanismos de repressão e perseguição a estes estrangeiros aconteciam, tanto explicitamente como de forma tácita. O estudo foi feito através de análise quantitativa e qualitativa de processos no Arquivo do Crime do Arquivo Histórico de Juiz de Fora, pesquisa em jornais da época e documentos do Arquivo da Polícia Política, existentes no Arquivo Público Mineiro. O período estudado abarca o período entre 1939 e 1945, os anos de guerra. A análise das fontes abrange quatro questões historiográficas: o Estado Novo e como o entendemos hoje; a política de nacionalização de estrangeiros; a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial e, por fim, a perseguição aos estrangeiros e seus descendentes, vindos de países com que o Brasil estava em guerra, um dos muitos aspectos da repressão do Estado Novo.

Palavras-chave: Estado Novo,
Estrangeiros, Segunda Guerra Mundial

 

Rodrigues, Luiz Antonio Belletti

As Escolas da Colônia D. Pedro II em Juiz de Fora e Acesso à Educação Primária na Transição do Império à República.

Essa pesquisa foi realizada a partir da literatura disponível e do arquivo do Grupo de Pesquisa em História da Educação da UFJF. Com o objetivo de reconhecer a história da Escola da Colônia de Dom Pedro e esclarecer suas origens e destinações dentro do processo de institucionalização da instrução primária no município de Juiz de Fora, Minas Gerais. Há na narrativa uma inspiração na obra Tempo e Narrativa de Ricoeur que procurou compreender a passagem do tempo a partir do conceito de tradicionalidade e de tradição embora o objetivo do texto fosse de dar apenas uma historização dessas instituições escolares.

Palavras chave Colônia D. Pedro; instituições escolares; escola étnica; politicas de escolarização.

Marco Aurélio Corrêa Martins

O pão e a festa: patrimônio imaterial e turismo em Juiz de Fora

Esta pesquisa tem por objetivo analisar os pedidos de registro do Pão Alemão e da Deutsches Fest como bens culturais de natureza imaterial de Juiz de Fora, sendo elementos representantes da cultura e da tradição dos imigrantes alemães que fazem parte da história da cidade.

Data: 2015
Autor: Almeida, Patricia Lage de

Turnerschaft - Clube Ginástico de Juiz de Fora (1909-1979)

Resumo: As preocupações com o corpo ocupam lugar de destaque no mundo contemporâneo. Práticas corporais ganham o cotidiano de grande parte da população por motivos variados: saúde, estética, socialização, ludicidade, entre outros. Academias de ginástica e natação, clubes esportivos, instalações de rua para caminhada e exercícios analíticos, os campos de futebol e as quadras das escolas são exemplos de espaços que hoje são comuns na vida das cidades brasileiras. Operamos com a ideia de que o intervalo entre o último quartel do Século XIX e as primeiras décadas do Século XX foi um período fundamental no processo histórico de construção do gosto pelas práticas corporais de parte da população brasileira. A modernização de várias de nossas cidades é um movimento típico destes anos e guarda relações diretas com a identificação das práticas corporais enquanto hábitos a serem apreendidos e praticados. Esta pesquisa analisa a história do Clube Ginástico de Juiz de Fora, um dos primeiros clubes de ginástica de Minas Gerais, fundado em 1909. A instituição recebeu inicialmente o nome de Turnerschaft-Clube Gymnastico pela influência que teve dos imigrantes alemães residentes em Juiz de Fora. O estudo da história do Clube Ginástico de Juiz de Fora se reveste de grande importância, pois a instituição teve papel decisivo no desenvolvimento da ginástica e de outras práticas corporais na cidade mineira. O trabalho de pesquisa foi desenvolvido a partir da revisão de estudos históricos sobre a cidade de Juiz de Fora, a história da Educação Física e a imigração alemã para o Brasil. A pesquisa de campo envolveu documentos do Clube Ginástico, fotografias, entrevistas e notícias de jornais. Percebemos que o Clube foi importante para o desenvolvimento de práticas corporais em Juiz de Fora, especialmente a ginástica, o basquetebol, o atletismo e o voleibol. Sua atuação se deu para além dos limites de Juiz de Fora, tendo a instituição participado de eventos, demonstrações e competições em cidades como Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Suas atividades se encerraram em 1979, fato motivado por dificuldades financeiras, pela redução significativa do número de associados e pela perda do seu espaço externo.

Palavras-chave: Clube ginástico, Esporte,
Juiz de Fora

Lisboa, Jakeline Duque de Moraes

Etnia e proto-industrialização: história e historiografia da participação dos imigrantes alemães no desenvolvimento econômico de Juiz de Fora – 1856/1887

Resumo Trata-se de uma análise da participação dos imigrantes alemães nas origens dos investimentos industriais na cidade mineira de Juiz de Fora em meados do século XIX. O artigo aborda três questões: a) as origens do capital financeiro que propiciou a abertura de créditos para pequenos e médios empresários na cidade; b) o porte e o significado econômico das firmas abertas com a participação de imigrantes alemães e; c) as visões da historiografia sobre o tema. Procura-se, nos âmbitos das histórias política e econômica, clarear a real magnitude das inversões dos imigrantes alemães no bojo do processo. As principais fontes pesquisadas foram os registros e balanços do Banco de Crédito Real (Credireal), Códigos de Posturas da Câmara Municipal de Juiz de Fora, Processos de abertura e encerramento de firmas e periódicos locais. Palavras-chave: Proto-industrialização; Imigrantes; Economia; Juiz de Fora.

NICÉLIO DO AMARAL BARROS

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O potencial do turismo histórico cultural em Juiz de Fora – MG

No presente estudo é feita uma análise do potencial turístico, histórico e cultural de Juiz de Fora, cidade localizada na zona da mata mineira. Surgida no período da mineração, século XVIII, apresentando, ainda hoje, parte de sua história em algumas construções antigas, museus, teatro, manifestações, e estabelecimentos. Apesar de ser, uma cidade desenvolvida e com infraestrutura de apoio ao turista satisfatória ainda há a necessidade de envolver a comunidade em seu patrimônio histórico cultural fazendo um resgate do mesmo, então este trabalho tem como objetivo gerar alternativas para valorizar suas características histórico culturais. As ferramentas utilizadas para a realização da deste foram: a pesquisa documental a respeito dos possíveis atrativos histórico-culturais, entrevistas a profissionais relacionados às atividades turísticas, à história e à cultura. O trabalho obteve como resultado a confirmação da existência do potencial histórico-cultural em Juiz de Fora, porém foi possível perceber que este não é utilizado e que não existem projetos satisfatórios para o desenvolvimento sustentável da atividade. 

Gomes, Bruna Luísa Larcher

“Para manter, há que se matar”: onde se perdeu o traço língua-cultura-identidade alemã em Juiz de Fora?

Resumo: O objetivo deste trabalho é tratar de questões pertinentes ao apagamento de traços da língua alemã em Juiz de Fora (mg), considerando que, como aponta a literatura (Oliveira 1953; Stehling 1979; Oliveira 1994; Borges 2000; Esteves 2008), a quantidade de colonos germânicos que chegou à cidade teria sido tão grande quanto aquela destinada a outras partes do país, onde a língua se manteve ou ainda há suas visíveis marcas no dialeto e na cultura (Borstel 2011; Pereira 2005). É relevante considerar que vários estudos já foram realizados com o intuito de abordar a imigração “alemã” em Juiz de Fora, porém, esses estudos focavam aspectos históricos e socioeconômicos. Dessa forma, verifica-se que não há pesquisas centradas nas questões de línguas em contato, o que evidencia que este trabalho surgiu da necessidade de problematização sobre o assunto. Considerando que os grupos germânicos que se instalaram em Juiz de Fora falavam diferentes línguas/dialetos germânicos, uma vez que teriam saído de regiões diversas da “Alemanha” (Clemente 2008), intenciona-se, através de um trabalho de investigação e reflexão, evidenciar o quanto a heterogeneidade linguística e a falta de assistência de ordem educacional e/ou religiosa à colônia, entre outros fatores, teriam contribuído para com a morte da(s) língua(s) germânica(s), que ainda sobrevive(m) minimamente em sobrenomes de descendentes, nomes de ruas e de cervejarias. Assim, pretendemos discutir possíveis fatores sociohistórico-culturais abarcados no processo de silenciamento da língua, bem como aspectos relacionados às diferentes variedades linguísticas que, no passado, coexistiram na cidade.

Palavras-chave: Línguas em contato,a imigração alemã, manutenção e morte linguística.

Mariana Schuchter Soares / Ana Claudia Peters Salgado

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Escravidão, imigração e suas funções em uma economia exportadora – Juiz de Fora, segunda metade do XIX: o caso da Companhia União & Indústria

Resumo

O objetivo deste artigo é discutir a utilização da mão de obra escrava e livre imigrante na construção da Rodovia União & Indústria. Nossa pesquisa mostrou que, a partir do final do ano de 1854 e ao longo do ano de 1855, Mariano Procópio iniciou a prática ilegal de alugar escravos para a obra em questão. Prática comum especialmente quando se tratava de empresas privadas, o aluguel de escravos era considerado ilegal quando voltado para a construção de obras públicas. Outro mito que foi questionado por nossa pesquisa refere-se à não especialização da mão de obra escrava, pois encontramos a prática de aluguel de escravos especializados em muitas funções. Portanto, a mão de obra escrava somou-se à já conhecida mão de obra livre imigrante, especialmente de origem alemã, na construção da dita rodovia.

Fernando Gaudereto Lamas

Luís Eduardo de Oliveira

Perseguições a estrangeiros em Juiz de Fora durante o Estado Novo: autoritarismo e repressão no contexto da Segunda Guerra Mundial

Resumo: Durante a Segunda Guerra Mundial e sob o regime do Estado Novo, o governo brasileiro passou a perseguir estrangeiros residentes no país, oriundos dos países com o qual o país estava em guerra: Itália, Japão e Alemanha. As perseguições aconteceram de diversas formas e em diversos locais. Este trabalho analisa como os mecanismos de repressão e perseguição a estes estrangeiros aconteciam, tanto explicitamente como de forma tácita. O estudo foi feito através de análise quantitativa e qualitativa de processos no Arquivo do Crime do Arquivo Histórico de Juiz de Fora, pesquisa em jornais da época e documentos do Arquivo da Polícia Política, existentes no Arquivo Público Mineiro. O período estudado abarca o período entre 1939 e 1945, os anos de guerra. A análise das fontes abrange quatro questões historiográficas: o Estado Novo e como o entendemos hoje; a política de nacionalização de estrangeiros; a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial e, por fim, a perseguição aos estrangeiros e seus descendentes, vindos de países com que o Brasil estava em guerra, um dos muitos aspectos da repressão do Estado Novo.

Palavras-chave: Estado Novo,
Estrangeiros, Segunda Guerra Mundial

 

Rodrigues, Luiz Antonio Belletti

VENTURA: FRAGMENTOS DE MEMÓRIAS FAMILIARES DOS IMIGRANTES ALEMÃES QUE CHEGARAM A JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, EM 1858.

PATRICIA LAGE DE ALMEIDA

Acesse à parte do livro de Lima Bastos e conheça mais sobre a vida de Halfeld

Ebook: Cerveja, Alemães e Juiz de Fora – A história do Polo Cervejeiro de Juiz de Fora – Alexandre Hill Maestrini

A instalação da Mercedes -Benz em Juiz de Fora: A história contada pela Tribuna de Minas

Resumo: A construção de uma unidade da montadora alemã Mercedes-Benz em Juiz de Fora, na década de 1990, é certamente um dos mais relevantes pontos da história recente da economia local. A perspectiva de impulsionar o crescimento da cidade, envolvendo diversos setores em uma “onda de prosperidade” também teve reflexo na imprensa local, que acompanhou com especial atenção a primeira etapa deste processo. O presente artigo avalia o trabalho desenvolvido pela Tribuna de Minas, jornal local de maior circulação na época, tendo em vista a história do jornalismo econômico feito no Brasil e as características típicas de uma publicação com foco local.

Palavras-chave: História econômica; Juiz de Fora; Jornalismo Econômico; Jornalismo Local; Identidade

Mônica Calderano 

Cid de Oliva Botelho Júnior

Transições Públicas e Ocultas: a tentativa de sublevação alemã na colônia agrícola D. Pedro II (Juiz de Fora - 1858)

Resumo

O artigo busca compreender, através de um processo criminal de “Ameaça”, uma tentativa de sublevação fomentada por alguns imigrantes germânicos na colônia agrícola D. Pedro II em dezembro de 1858. Pretendemos entender as relações de resistência e subordinação e apreender como as representações ocultas dos alemães subordinados divergiam das falas e dos atos praticados na interação entre estes e o diretor da colônia.

Palavras chave: imigrantes alemães, sublevação, resistência.

Deivy Ferreira Carneiro

A ação dos sujeitos sociais na urbanização da região de São Pedro em Juiz de Fora/MG

Esta pesquisa pretende estudar a urbanização da Região de São Pedro em Juiz de Fora, a influência que os sujeitos sociais tiveram no processo da disputa do espaço urbano e a participação do Poder Público Municipal nessa arena. Apresenta-se dividido em três capítulos, separados em subtítulos, desvendado sob o ponto de vista literário, numa abordagem dialética marxista e estruturalista com foco na produção e organização do espaço urbano e apresenta um breve relato de como ocorreu o planejamento urbano no Brasil. Serão discutidas questões relacionadas à região de São Pedro, em Juiz de Fora, e a transformação urbana, sua origem, história, localização geográfica e como se desenvolveu a expansão urbana nesta área, também conhecida como Cidade Alta, como se deu a ocupação, o uso do solo e a segregação, destacando-se a evolução imobiliária e a implementação dos conjuntos habitacionais direcionados as famílias de baixa renda e suas disparidades socioeconômicas com os segmentos de alta renda que convivem no mesmo espaço urbano.

Palavras-chave: Urbanização, Região São Pedro, Planejamento urbano
Ocupação Uso do solo e segregação

Albertoni, Fúlvio Piccinini

VENTURA: FRAGMENTOS DE MEMÓRIAS FAMILIARES DOS IMIGRANTES ALEMÃES QUE CHEGARAM A JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, EM 1858.

PATRICIA LAGE DE ALMEIDA

“Para manter, há que se matar”: onde se perdeu o traço língua-cultura-identidade alemã em Juiz de Fora?

Resumo: O objetivo deste trabalho é tratar de questões pertinentes ao apagamento de traços da língua alemã em Juiz de Fora (mg), considerando que, como aponta a literatura (Oliveira 1953; Stehling 1979; Oliveira 1994; Borges 2000; Esteves 2008), a quantidade de colonos germânicos que chegou à cidade teria sido tão grande quanto aquela destinada a outras partes do país, onde a língua se manteve ou ainda há suas visíveis marcas no dialeto e na cultura (Borstel 2011; Pereira 2005). É relevante considerar que vários estudos já foram realizados com o intuito de abordar a imigração “alemã” em Juiz de Fora, porém, esses estudos focavam aspectos históricos e socioeconômicos. Dessa forma, verifica-se que não há pesquisas centradas nas questões de línguas em contato, o que evidencia que este trabalho surgiu da necessidade de problematização sobre o assunto. Considerando que os grupos germânicos que se instalaram em Juiz de Fora falavam diferentes línguas/dialetos germânicos, uma vez que teriam saído de regiões diversas da “Alemanha” (Clemente 2008), intenciona-se, através de um trabalho de investigação e reflexão, evidenciar o quanto a heterogeneidade linguística e a falta de assistência de ordem educacional e/ou religiosa à colônia, entre outros fatores, teriam contribuído para com a morte da(s) língua(s) germânica(s), que ainda sobrevive(m) minimamente em sobrenomes de descendentes, nomes de ruas e de cervejarias. Assim, pretendemos discutir possíveis fatores sociohistórico-culturais abarcados no processo de silenciamento da língua, bem como aspectos relacionados às diferentes variedades linguísticas que, no passado, coexistiram na cidade.

Palavras-chave: Línguas em contato,a imigração alemã, manutenção e morte linguística.

Mariana Schuchter Soares / Ana Claudia Peters Salgado

AS CERVEJARIAS DE IMIGRANTES ALEMÃES E TEUTOS-BRASILEIROS E OS DIVERTIMENTOS CITADINOS

RESUMO: As cervejarias fundadas em Juiz de Fora/MG por imigrantes alemães e teuto-brasileiros nas décadas finais do século XIX foram importantes para a criação de um cenário de divertimento citadino. Através da oferta de diferentes atividades em seus parques de recreio, bosque ou jardins como eram denominados, foi gerado um novo dinamismo social e cultural, haja vista que se localizavam em diversos bairros, descentralizado assim as oportunidades de divertimento. Poucos são os trabalhos que se debruçaram a analisar o lazer sob a perspectiva histórica na cidade mineira e neste sentido propomos compreender parte da história destas cervejarias, num total de nove, e principalmente, o divertimento oferecido e usufruído nestes espaços nas décadas finais do século XIX e a primeiras décadas do século XX. Foi possível perceber que os divertimentos oferecidos nas cervejarias promoveram a sociabilidade urbana local levando a diferentes pontos da cidade, práticas de diversão. Da mesma forma, através das diversas atividades oportunizadas em seus parques, impulsionaram um dinamismo cultural à cidade que já no início do século XX se destacava por sua expressividade industrial e desenvolvimento cultural.

 

PALAVRAS CHAVE: Indústria Cervejeira. Emigrantes e Imigrantes. Divertimento. Atividades de Lazer.

Jakeline Duque de Moraes Lisboa