TERRA DE BARÕES

Atualizado: 3 de mar.

O JORNALISTA E ESCRITOR ARTHUR

AZEVEDO, EM VISITA À JUIZ DE FORA

Complementado por Luiz Antonio Stephan


...em março de 1889, escreveu que “em terra alguma haverá tantos barões como em Juiz de Fora”. Provavelmente ele se referia a pessoas como: Belizário Augusto de Oliveira Pena, Francisco Paulo de Almeida, Inácio Antônio Assis Martins, José Joaquim Monteiro da Silva,

Marcelino Brito, Quirino de Avelar Monteiro etc. que viviam na cidade ou possuíam amigos, residência e interesses por aqui naqueles momentos finais do Império.

De acordo com José Procópio Filho... “A maioria deles eram cafeicultores de grande expressão política e econômica, pois, suas fortunas somavam milhares de contos de réis e muitos exerceram cargo público como Delegado, Vereador, senado e presidência de

províncias”.

BARÃO DE BERTIOGA

José Antônio da Silva Pinto - *Lagoa Dourada, 1773 /+ Juiz de Fora, 1870, foi cafeicultor e proprietário da fazenda Soledade, em Matias Barbosa. Filho do capitão Elias Antônio da Silva Resende e de Ana de Jesus Góis e Lara, casou-se com Maria José Miguelina de Barbosa da tradicional família juiz-forana Barbosa Lage.

Foi um dos fundadores da cidade de Juiz de Fora, vereador, fundador da Santa Casa

Era comendador da Imperial Ordem de Cristo. Recebeu o título de barão por decreto imperial em 16 de maio de 1861. Refere-se a Ibertioga e em tupi significa morada do macaco.

BARÃO DOS CATAGUASES

Manuel de Castro Guimarães, * Piau, por volta de 1817 mais Juiz de Fora 24/09/1881, casou-se com Dona Ana Guilhermina de Macedo Moura, filha do Tenente José Macedo Cruz, proprietário de terras, vereador em Juiz de Fora nas legislaturas de 1857-1861 e 1869-1872 Em 27/05/1881, recepcionou, em sua casa, para almoço, o Imperador D. Pedro II. Foi sepultado no cemitério municipal de Juiz de Fora e seu jazigo se encontra à direita da entrada lateral do cemitério, próximo ao muro.

BARÃO DE ITATIAIA (DEPOIS VISCONDE)

José Caetano Rodrigues Horta (freguesia de Simão Pereira +25 /04/1825 / * Juiz de Fora 26/09/1900, foi proprietário da fazenda Paciência, em Matias Barbosa. Filho do coronel José Caetano Rodrigues Horta e de Maria José de Abreu e Melo. Neto paterno de outro José Caetano Rodrigues Horta e de Bárbara Eufrosina Rolim de Moura e materno de João José do Vale Amado e de Francisca Claudina de Abreu e Melo. Pelo lado paterno, era ainda primo-irmão de Luís Eugênio Horta Barbosa, que seguiu carreira política. Foi casado com Flora Barbosa da Silva.

BARÃO DO JUIZ DE FORA

José Ribeiro de Rezende foi o primeiro presidente do Conselho Municipal (prefeito), fazendeiro, juiz de paz e tenente-coronel. Doou o terreno onde foi construído o primeiro cemitério público da cidade, o Cemitério Municipal de Juiz de Fora. Sobrinho paterno de Marquês de Valença e filho do coronel Geraldo Ribeiro de Resende e de Esmênia Joaquina de Mendonça, casou com Senhorinha Carolina de Miranda Resende. Após o falecimento da primeira esposa, casou-se novamente, desta vez com Camila Ferreira de Assis, falecida a 25 de abril de 1892, viúva de Camilo Ferreira da Fonseca e irmã do Conde de Prados, sem gerar filhos. Foi proprietário de terras em Engenho do Mato posteriormente denominado Chapéu D'Uvas. Adquiriu, depois, a fazenda de café Fortaleza, em Caeté, pertencente aos herdeiros do capitão Pedro Teixeira de Carvalho e de Maria Lucinda da Apresentação. Doou

terrenos para os cemitérios de Sant'Ana do Deserto e Caeté.

BARÃO DO RETIRO

Geraldo Augusto de Resende, filho de José Ribeiro de Rezende, Barão do Juiz de Fora

BARÃO DO RIO NOVO

José Augusto de Resende, filho de José Ribeiro de Rezende, Barão do Juiz de Fora. Foi major da Guarda Nacional e fazendeiro.

BARÃO DE MONTE MÁRIO (DEPOIS VISCONDE)

Marcelino de Brito Pereira de Andrade, +Barbacena, 1827/ *Juiz de Fora, 27 /05/1905

Fazendeiro de café em Juiz de Fora e coronel da Guarda Nacional, fundador do Banco de Crédito Real de Minas Gerais. Foi vereador em Juiz de Fora, entre 1887 e 1890.

Sua esposa, a baronesa consorte de Monte Mário, foi D. Belarmina Augusta Teixeira, que lhe deu cinco filhos: Júlio, Eugênio, Oscar, Maria Amélia e Maria Eugênia. Falecida precocemente, a baronesa foi sepultada em Barbacena, ao passo que o visconde repousa em um enorme mausoléu em Juiz de Fora.

BARÃO DE SANTA HELENA

José Joaquim Monteiro da Silva, *Entre Rios de Minas, 20/08/ 1827 /+ 30 de outubro de 1897, empresário, militar e político, Deputado geral, vice-presidente de província de Minas Gerais e senador do Império do Brasil de 1889 a 1889.

BARÃO DE SÃO JOÃO NEPOMUCENO

Pedro de Alcântara Cerqueira Leite, *Barbacena, 28 /06/1807 +24 /04/1883, Filho do capitão José de Cerqueira Leite e de Ana Maria da Fonseca, casou-se em 1844 com sua sobrinha Ana Cerqueira do Vale, filha de sua irmã Bernardina Cerqueira do Vale Amado e do Coronel

Manoel do Vale Amado.

Jurista, cafeicultor, político e investidor acionário/ deputado, desembargador e presidente da província de Minas Gerais, Criador da E. F. União Mineira em Santana do Deserto.

BARÃO DE SÃO MARCELINO

Marcelino de Assis Tostes, nasceu em Santos Dumont, 02 /06/1838 e faleceu em Juiz de Fora, 13 /05/1913. Foi presidente da província do Espírito Santo.

BARONESA DE SÃO MATEUS

Francisca Maria do Vale de Abreu e Melo, Matias Barbosa, 14 /05/1786 + Matias Barbosa, 16/06/ 1881.

Era filha do coronel Manuel do Vale Amado e de Maria Cordélia de Abreu Melo. Casou-se com o coronel de milícias e fidalgo cavaleiro José Inácio Nogueira da Gama, irmão de Manuel Jacinto Nogueira da Gama, marquês de Baependi.

Administradora da fazenda utilizou grande parte de sua fortuna em obras de caridade.

BARÃO DE TRÊS ILHAS

José Bernardino de Barros, São José do Rio Preto. Era oficial da Imperial Ordem da Rosa.

BARÃO DE GUARACIABA

Francisco Paulo de Almeida, primeiro e único Barão de Guaraciaba nasceu em Lagoa Dourada em 10 de janeiro de 1826 e faleceu no Rio de Janeiro em 9 de fevereiro de 1901, foi proprietário rural e banqueiro. Foi o mais bem-sucedido NEGRO do Brasil Monárquico.

Possuiu diversas fazendas e mais de 1000 escravos sendo que cerca de duzentos escravos em apenas uma delas. Tinha uma fortuna estimada à época em setecentos mil contos de réis. Concentrou seus negócios cafeeiros nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro (Vale do Paraíba). Foi sócio fundador do Banco Territorial de Minas Gerais e do Banco de Crédito Real de Minas Gerais. Foi o primeiro barão negro do império, se notabilizando pela

beneficência em favor das Santas Casas. Após a Proclamação da República, adquiriu o Palácio Amarelo, atual sede do legislativo da cidade de Petrópolis, e foi perseguido pelo

legislativo, até vender seu imóvel

VISCONDE DE ASSIS MARTINS

Inácio Antônio Assis Martins nasceu em Sabará em 16 de novembro de 1839 e faleceu em 2 de março de 1903, foi deputado e senador entre 1872 e 1889.

Inácio ganhou ou comprou o título de Visconde de Assis Martins, recebendo-o em 20 de julho de 1889. Quatro meses depois a República foi proclamada. Saiu da vida pública e foi ser presidente do Banco Construtor do Brasil. Em Juiz de Fora esteve ligado ao Banco de

Credito Real

BARÃO D’AVELAR RESENDE

Quirino de Avelar Monteiro de Resende nasceu em Palma, 1842 e faleceu em 13 de agosto de 1915 foi cafeicultor em Conceição da Boa Vista, Região de Leopoldina.

BARÃO DE SÃO JOSÉ DEL REY

Gabriel Antônio Monteiro de Barros, primeiro e único barão de São

José del-Rei (Minas Gerais, 1826 — São José do Rio Preto, 1909) foi

um fazendeiro e nobre filho de Antônio Bernardino de Barros,

fundador de São José das Três Ilhas, era irmão do Barão de Três Ilhas.

Era dono da Fazenda de São Gabriel, e foi agraciado com o título de

barão em 7 de fevereiro de 1885.

BARÃO DAS TRÊS ILHAS

Bernardino de Barros, o Barão das Três Ilhas, proprietário da Fazenda Boa Esperança, em Belmiro Braga (MG), erguida no início dos anos 1870, é chamado por seu bisneto Mauricio de "Barão Arrogante”, porque nunca admitiu o declínio financeiro e morreu em 1915 sem

saber que estava completamente falido. A fazenda só não foi a leilão porque o irmão, Gabriel Antônio de Barros, o Barão de São José Del Rey (“Barão Humilde”, para o bisneto), pagou a dívida a tempo. Chico Otavio, “O globo”, 11/05/2013

BARÃO DE SANTA MAFALDA.



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