FESTA ALEMÃ

Atualizado: 3 de mar.

PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL DE JUIZ DE FORA

Publicado na Tribuna de Minas em 19\set\2019

Mais uma vez a Festa Alemã do Borboleta, encerrada

nesse domingo, 15\9, aconteceu com enorme sucesso.

São 50 anos desde a primeira em 1969.

Foram três períodos distintos: as primeiras festas, 1969,

1972 e 1976 aconteceram depois de um longo período de inibição da

cultura alemã, devido a questões políticas, como as duas grandes

guerras, 1914 e 1939 e a política nacionalista do governo de Getúlio

Vargas, que provocaram um certo estranhamento entre os imigrantes

alemães, seus descendentes e a população local.

Trabalhei, aos 19 anos, na primeira e na segunda, em 1972, quando o

Açougue Jacobana da minha família forneceu os produtos suínos para

o evento: linguiças (tradicional mineira e temperada com vinho),

salsichão, frios (galantina, fiambre com legumes), Schwatenmagem

(chuadema, ou queijo de porco), Leberwurst (chouriço Branco) e

schwarze Wurst (chouriço preto); a comunidade do Borboleta

produziu: pães, cucas, tortas, chucrute, picles, etc.; guaraná, sodinha

e o chope foram José Weiss. Também tinha artesanato feito na colônia,

e não faltaram as danças e roupas típicas. A festa aconteceu no adro

da Igreja S. Vicente de Paulo num fim de semana.

Em 1976, mais um evento, dessa vez, a festa foi promovida pela Igreja

Luterana.

Terminou essa primeira fase e as festas deixaram de acontecer, por 14

anos, pois, a comunidade se preocupou com as inúmeras brigas que

aconteceram, pela maneira de servir a cerveja, tipo festival de chope.

O segundo período aconteceu nos anos de 1990 e 1991, quando a

necessidade de concertar o telhado da igreja, permitiu a volta das

festas alemãs.

Um novo modelo foi desenvolvido: Não seria mais festival de chope. A

cerveja seria vendida em unidade (agora chope claro e escuro da


Antártica- Jose Weiss não mais existia) . Novo cardápio foi

desenvolvido, com os principais produtos das festas anteriores e

algumas novidades: Kasseler (carré defumado), Weisse Wurst (salsicha

Branca) e o eisbein (joelho de porco), com uma novidade, pela primeira

vez, era servido defumado, criação do Açougue Stephan (Luiz Antonio

Stephan e Edgard Danilo Silva).

Esse modelo deu tão certo que, deu continuidade na nova fase que

começou em 1995 e prossegue até hoje (2019), desde então, realizada

com enorme sucesso pela Associação Alemã de Juiz de Fora

(Associação Cultural e Recreativa Brasil Alemanha). Essa entidade é

mantenedora dos grupos de danças típicas, de curso de língua alemã,

escola de música etc. um brilhante trabalho das subsequentes

diretorias, coroado pela atual, presidida por Salcio Del Duca.

A “Festa Alemã do Borboleta agora é considerada “Patrimônio Cultural

Imaterial de Juiz de Fora”. Muito justo. Até ano que vem.

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