BR440 = BOULEVARD DOS ALEMÃES

Atualizado: 3 de mar.

Sabemos que, esse logradouro, surgiu pelo desengavetamento de um projeto da época do prefeito Mello Reis, só que em uma época em que se tornou totalmente inviável pois a ocupação do solo nos bairros Democrata e Vale do Ipê formam uma parede ao projeto original. O projeto ficou “manco” e as obras terminam no “meio do caminho” o que se tornou uma “coisa” estranha, antipática e e até prejudicial, de certa forma à região. Muitos incômodos foram criados durante a obra, caríssima e sem um claro objetivo.

Mas, vejo a situação como uma oportunidade.

Já tomei conhecimento de um projeto do Teuto-Brasileiro com interesse de alguns empresários sobre a transformação dessa via em um “Boulevard”, algo na área de marketing e cultura, talvez.

Devemos levar em conta que essa via, mais cedo ou mais tarde, será municipalizada e que caberá ao município nominá-la.

Levando em conta a história, essa avenida, ou estrada, atravessa o que seria antigamente a Colônia Pedro II onde os alemães estiveram estabelecidos.

Por que Boulevard?

Boulevard ou alameda é um termo que designa um tipo de via urbana, geralmente larga, com muitas pistas divididas nos dois sentidos, geralmente projetada com alguma preocupação paisagística.

No Brasil, boulevares são comuns em cidades com forte influência de Art Nouveau, como Belém do Pará, Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em São Paulo, algumas avenidas têm características de boulevards, como a Avenida Rio Branco, Avenida São João, Avenida Ipiranga, Avenida São Luís, Avenida Duque de Caxias, Avenida Presidente Juscelino Kubitschek e a Avenida Paulista.

Na Zona Norte do Rio de Janeiro existe o único logradouro da cidade que leva o termo "boulevard" em seu nome, o Boulevard 28 de Setembro no bairro de Vila Isabel. Outras cidades mais jovens, como Londrina e Três Lagoas, também os apresentam.

Na cidade de Belém do Pará, existe o Boulevard Castilhos França (anteriormente chamado de Boulevard da República), na orla da cidade, esse boulevard foi construído no período da extração do látex, quando a cidade de Belém viveu seu auge econômico e urbanístico. Abriga vários cartões postais importantes da cidade, entre eles o Ver-o-peso e a Estação das docas.

Os boulevards geralmente são com duas a quatro vias de tráfego em cada sentido, com jardins ovais ao centro separando os dois sentidos. No Brasil, no entanto, não são comuns os boulevards que apresentam jardins às bordas das vias de tráfego e as separando de vias menores e locais, como ocorre na Alemanha, França e até na Argentina, em Buenos Aires.

Por que dos alemães?

Por vários motivos, entre eles muita inibição, os alemães não receberam, até então, as homenagens que lhes são devidas pela cidade de Juiz de Fora. Desde a criação da própria cidade, a formação de riquezas e de formação do caráter diferenciado dessa cidade se deve aos alemães.

Se temos uma grande Avenida Rio Branco, um Parque Halfeld, uma mata do Krambeck, Colégios como Santa Catarina e Estela Matutina e Granbery, Templos católicos e protestantes empresas dos mais diversos ramos de atividade: alimentos, gráficas, malhas equipamentos industriais, veículos etc. muito se deve a esse povo que saiu de sua origem, adquiriram suas terras aqui e padeceram até descobrirem quão inférteis eram aquelas terras, já haviam investido trabalho, sementes e tempo ao tentar cultivá-las, e entre a espera da colheita e a frustração de não conseguir colher nada, passavam até fome.

Portanto aquele simples marco do centenário da entrada do Borboleta que tantos se orgulham tanto, é muito pouco.

PÓRTICO

Além nome da avenida, BOULEVARD DOS ALEMÃES faríamos uma campanha para a construção de um pórtico e um monumento aos alemães no acesso dessa via com a BR04.


Marketing

Vejo tudo isso, se bem conduzido, como facilmente “vendável” a grupos investidores que explorariam essa imagem criada para efetivar negócios em parcerias nessa região.



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