(Almanaque)História de Juiz de Fora
Arte : Luiz Antonio Stephan
Site de
Luiz Antônio Stephan
pesquisador- Historiador - Memorialista
preservação da MEMÓRIA, da HISTÓRIA e da CULTURA
de JUIZ DE FORA
Nasci para servir e utilizo desse site para oferecer, a quem interessar, grande parte do meu conhecimento. ênfase sobre História de Juiz de Fora.
Luiz Antônio Stephan
TRADUTOR
VISITE O
CLIQUE E LEIA
FAÇA SUA PESQUISA
dúvidas informaçõies e correções:
acstephan@yahoo.com.br
Zap 55 32 9 8495 8118
+ SOBRE O AUTOR - CLIQUE NA IMAGEM

HISTÓRIA EM ORDEM
CRONOLÓGICA
página 5
CAPÍTULO 3
SÉCULO XX
de 1936 a 1970
Home

1936
27° governo:
Executivo Municipal
1936, Prefeito, Álvaro Braga de Araújo (nomeado)
28° governo: 1936 a 1937,
Executivo Municipal
Prefeito, Eduardo de Menezes Filho. (Primeiro prefeito eleito). Em 1936 houve uma eleição que escolheu para prefeito: Dr. Eduardo de Menezes Filho. Não Terminou o Mandato.
23º conselho municipal que passa a atender a nova denominação “Câmara de Vereadores”
Vereadores
-
Presidente da Câmara de Vereadores: Francisco Salles de Oliveira
-
Sadi Carnot de Miranda Lima
-
Raphael Cirigliano
-
João Moreira de Britto
-
Francisco Faria
-
Francisco Azarias Villela
-
Miguel Giovanini
-
Severino Belfort de Andrade
-
Geraldo Filgueiras de Rezende
-
Carlos Lourenço Jorge
-
Prisco Raymundo Gomes
-
Antônio Ribeiro de Sá
-
José Mário Villela
-
Rubens Ferreira Campos
-
José Rodrigues Bastos Coelho
-
Manoel de Castro Lessa
-
Dilermando da Costa Cruz Filho
1937
Enquanto isso; no Brasil
Estado Novo= A constituição de 1937, elaborada por Francisco Campos, é marcada pelo autoritarismo. Ficava tudo ao arbítrio do ditador que abarcava todos os poderes do estado. Voltam os prefeitos indicados.
CRÔNICA
Ditadura Vargas
“Sabemos que, nesse período, com a instalação do Estado Novo no Brasil, em 1937, e a eclosão da Segunda Guerra Mundial, a comunidade alemã sofreu restrições e represálias, como a obrigatoriedade do uso da língua portuguesa em todas as escolas, a proibição das publicações em língua estrangeira, a repressão do uso cotidiano da língua alemã e substituição, em lugares públicos, de nomes ligados aos países do Eixo, bem como o fechamento das instituições e associações comunitárias. Essas medidas “... interferiram diretamente no panorama da cidade e alteraram as relações entre seus habitantes”.
A Campanha de nacionalização foi o conjunto de medidas tomadas durante o Estado Novo de Getúlio Vargas para diminuir a influência das comunidades de imigrantes estrangeiros no Brasil e forçar sua integração junto à população brasileira.
Em 1938 houve a obrigação do ensino do português, só brasileiros natos podiam ocupar cargos de direção, os professores deviam ser brasileiros natos ou naturalizados e graduados em escolas brasileiras, as aulas deviam ser ministradas em português e foi proibido o ensino de línguas estrangeiras.
Criou-se matéria obrigatória de educação moral e cívica, proibição de falar idiomas estrangeiros em público, inclusive durante cerimônias religiosas (o Exército deveria fiscalizar as “zonas de colonização estrangeira”).
As associações culturais e recreativas tiveram de encerrar todas as atividades que pudessem estar associadas a outras culturas.
Também os meios de comunicação foram afetados, com a censura de programas de rádio e as restrições à imprensa em língua estrangeira. Em uma primeira fase os jornais foram obrigados a ter um redator brasileiro (incumbido da censura) e publicar edições bilíngues e artigos patrióticos de autores brasileiros. Depois veio a proibição definitiva, com o desaparecimento da maioria dos jornais e revistas afetados.
Os nomes de ruas, letreiros e cartazes das lojas e fábricas, e o nome de clubes e associações foram afetados.
Em 1942, com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial foi intensificada a repressão, com restrições às liberdades individuais: necessidade de autorização para viajar dentro do país; apreensão de livros, revistas, jornais e documentos, com destruição de parte da memória histórica da imigração, e eventual prisão daqueles que não falassem português.
1938
EDUCANDÁRIO SANTA RITA DE CÁSSIA
Fundado em 1938 pelas professoras Isolda Reich e Maria Cornélia Alvim de Faria, (D. Mariquinha) o educandário Santa Rita de Cássia foi até o ano de 1975 um dos mais tradicionais e importantes estabelecimentos de ensino nestes 150 anos de Juiz de Fora. Sua primeira sede foi na Avenida Rio Branco, num casarão situado entre a Rua Espírito Santo e a Rua Oscar Vidal. Mais tarde, transferiu-se para uma sede própria numa casa onde atualmente funciona a Cultura Inglesa, na Avenida dos Andradas. Era um colégio de disciplina rígida, de alto padrão e com um professorado de alto nível. A diretora Dona Isolda Reich, de vasta cultura falava corretamente 8 línguas, era muito religiosa e frequentemente recebia no colégio visitas de intelectuais, políticos e religiosos importantes na cidade e região. O Santa Rita de Cássia, era um colégio misto, e famílias tradicionais da cidade, como os Assis, Mascarenhas, Fagundes, Villela, Mansur, o escolhiam para a educação de seus filhos, no regime de externato ou semi-internato até a conclusão do primário e admissão. O ex-prefeito Mello Reis foi um de seus mais competentes alunos e sempre destaca a educação que recebeu no Santa Rita. [1] Foto[2]
O autor desse almanaque também foi aluno dessa instituição.
ROCHA HOTEL - UM APART-HOTEL EM 1938 Foto[3]
A primeira vez em que a terminologia “apartamentos” foi utilizada em um empreendimento em Juiz de Fora foi em 1938, no que foi anunciado pelo Diário Mercantil (1938 a) como “o edifício da Aliança da Bahia”, renomada seguradora brasileira. A edificação ainda foi descrita como “uma novidade para Juiz de Fora porque é o primeiro que se constrói destinado a pensão e apartamentos”. Tal edifício que, quando inaugurado, ficou conhecido como Rocha Hotel, se localiza na esquina da avenida Rio Branco com rua Marechal Deodoro, em frente ao parque Halfeld.
À cargo da construtora Pantaleone Arcuri, e com projeto do engenheiro Francisco Pereira Neves, da Companhia Alliança da Bahia, o Rocha Hotel foi erguido com estrutura de concreto armado e possuía originalmente quatro pavimentos. No primeiro localizavam-se lojas comerciais, no segundo a intitulada pensão, com duas instalações sanitárias (uma para mulheres e outra para homens), já no terceiro e quarto pavimentos, encontravam-se os apartamentos. Estes apresentavam um amplo quarto de dormir, uma saleta e “um quarto de banho completo”. Havia ainda quartos comuns nos pavimentos dos apartamentos, de forma que fossem estrategicamente anexados a estes, em casos em que famílias maiores precisassem de espaço adicional. Uma pequena copa, de uso comum, também foi locada nos andares dos apartamentos, de forma que os moradores pudessem higienizar o que lhes fosse conveniente.
9° governo:
1938 a 1943, Prefeito, Rafael Armando Cirigliano (nomeado)
[1] Acessa. Com
[2] Foto de Mauricio Resgatando o Passado
[3]Foto autoria de Jorge Couri). Maria do Resguardo
[4] DIÁRIO MERCANTIL, 1938 b.
Imóvel onde funcionou o Educandário Santa Rita de Cássia-


ROCHA HOTEL fevereiro de 1963
enquanto isso, no Brasil -1938
CAMPANHA DE NACIONALIZAÇÃO
Foi o conjunto de medidas tomadas durante o Estado Novo de Getúlio Vargas para diminuir a influência das comunidades de imigrantes estrangeiros no Brasil e forçar sua integração junto à população brasileira.
EDIFÍCIO SULACAP
Localizado na Rua Halfeld ,704, foi construído em 1938 pela empresa Sul
América Capitalização – Sulacap,
Esta rua era o principal eixo de circulação da cidade, ligando a estação
ferroviária com o conjunto: avenida Rio Branco, Parque Halfeld e as
Repartições Municipais.
A construção de seis pavimentos, à época, era o prédio mais alto de Juiz de
Fora. Projetado pelo engenheiro Roberto Capello, em seu pavimento térreo
localizavam-se lojas e o escritório da empresa, no segundo e terceiro
pavimentos, escritórios, e nos demais, apartamentos. O edifício, que ainda
contava com um subsolo e um porão, foi novidade por ser construído com
concreto armado e utilizado a tecnologia de estaqueamento Franki, processo
muito recomendado à época e que, pela primeira vez, era utilizado em Juiz
de Fora.[1] [2] Foto [3]
“Imagine-se o impacto causado pela novidade do Edifício Sulacap – projeto
do carioca Roberto Capello – inaugurado em 1939. Fachada de desenho
geométrico e sem adornos: contraste extremado com outras construções da
rua Halfeld que ostentavam detalhes decorativos de gosto passadista”. [4]
Ed. Sulacap
1939
Enquanto isso, no mundo
1939: Início da Segunda Guerra Mundial.
SEGUNDA GRANDE GUERRA
Uma pastelaria Japonesa, que existia em Juiz de Fora, fechou as portas durante a segunda grande guerra que ocorreu entre 1º de setembro de 1939 e 29 de setembro de 1945. Os comerciantes, descendentes de alemães e italianos, tiveram motivos para preocupação, nesse período e se repetiram as trocas de nomes de estabelecimentos comerciais.
Houveram casos de empresários que passaram suas empresas para “empregados de confiança”, para evitar perseguições e alguns desses jamais conseguiram reaver seus negócios.
Carro de combate do Exército Brasileiro na segunda guerra teve suas características refeitas e revitalizado
Muitas pessoas foram presas por suas possíveis convicções políticas.
Comerciantes, industriais, profissionais liberais e políticos frequentaram a cadeia pública.
Após 48 anos em exposição na Praça do Canhão, localizada no Centro de Juiz de Fora, o carro de combate do Exército Brasileiro teve suas características refeitas e foi revitalizado. Foram três meses entre levantamentos históricos, pintura e restauração. Quem passa pelo local já pode ver o tanque com uma nova pintura e também com sua nomenclatura corrigida. O tanque foi usado pelo Exército Brasileiro na década de 1940, na Segunda Guerra Mundial, e representou um marco na modernização de sua força blindada.
1940
BANCO DO BRASIL (primeira agência)
Banco do Brasil esquina da Halfeld com Getúlio Vargas
Na década de 1940 o Banco do Brasil foi construído na rua Halfeld, número 450, esquina da avenida Getúlio Vargas em uma área de 1.023.00 m 2, que foi adquirida da eminente família Vidal Barbosa Lage e foi projetado por Oscar Niemeyer. O “gigantesco” prédio abrigou o banco nos três primeiros pavimentos e nos andares de cima: a Receita Federal, uma Seccional do Ensino Superior, o IPASE e a Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB).
O valor histórico do prédio se coloca em virtude da consolidação do Banco do Brasil no município. Por outro lado, sua arquitetura é repositória do ideal de progresso que a cidade de Juiz de Fora necessitava num momento de desaceleração industrial e, até mesmo, comercial.
CÂNDIDO TOSTES - FÁBRICA-ESCOLA DE LACTICÍNIOS
É um estabelecimento de ensino técnico-industrial especializado em laticínios e matérias correlatas, tendo por sede a cidade de Juiz de Fora. Criada e mantida pelo governo do Estado de Minas Gerais, pelo decreto n. 50 de 14 de maio de 1935, e inaugurada a 3 de setembro de 1940, está subordinada à Secretaria da Agricultura, e é o primeiro estabelecimento do gênero fundado na América do Sul.
Escola de Laticínios Cândido Tostes
Mantêm cursos de lacticínios, acessíveis a todos os graus de instrução, reconhecidos pelo Governo Federal pelo decreto n° 13.999 de 16 de novembro de 1943, que dá aos possuidores de diplomas expedidos por este estabelecimento direito ao registro no Ministério da Agricultura e garantia para o exercício da profissão em todo o território nacional.
Bem aparelhada para o ensino, possui: confortável internato, amplas salas de aulas, bem montado laboratório, completa fábrica de lacticínios para o ensino prático, competente corpo de professores especializados, campos de educação física, etc.
Esta escola está, portanto, apta a formar profissionais eficientes para organização, orientação, e exploração da indústria de laticínios em geral e para prestar quaisquer informações aos industriais deste ramo no emprego de métodos modernos e racionais na fabricação dos produtos lácteos.
[1] DIÁRIO MERCANTIL, 1938
[2] Carina Folena Cardoso 100 anos de verticalização em Juiz de Fora: edifícios de apartamentos na avenida Barão do Rio Branco.
[3] Acervo Maria do Resguardo Arquivo Marcelo Lemos
[4] Cesar Romero


